

Você sabia que é possível monitorar as tartarugas marinhas usando fotografia? Bombinhas, no Estado de Santa Catarina é uma área de alimentação e descanso das tartarugas marinhas verde – Chelonia mydas juvenis e seu comportamento na região é monitorado pelo Projeto Tartabinhas. As tartarugas marinhas possuem marcas naturais que as identificam como indivíduos únicos (como as marcas digitais dos seres humanos). Esta digital pode ser fotografada debaixo da água, sem a necessidade de capturar o animal. Marcas causadas por seres humanos nos animais também podem ser utilizadas como complemento de sua identificação.
Outra maneira é pela captura e recaptura, que pode ser do animal em si (com marcação usando anilha) ou de sua imagem fotográfica. O método captura-marcação-recaptura é aplicado pelo Projeto TAMAR e tem como objetivo monitorar a sazonalidade e a taxa de crescimento, dentre outros dados. O método captura e recaptura de imagem é realizado pela primeira vez no Brasil pelo Projeto TARTABINHAS, em Bombinhas, Santa Catarina, Brasil. Na região, indivíduos de tartaruga-verde (Chelonia mydas), são observados pela equipe Tartabinhas. O Projeto visa a monitorar a sazonalidade dos indivíduos, seu tempo de permanência na região e o seu comportamento durante a sua “estadia” usando um método menos invasivo, a observação in situ.
A preparação para a atividade começa um dia antes da entrada da equipe na água, com o preparo dos equipamentos necessários para o mergulho e a fotografia subaquática. Na água, a expectativa de fotografar o maior número de indivíduos é grande. Este monitoramento é complementar aos do TAMAR e outros projetos de proteção e conservação das tartarugas marinhas, como os Projetos (A)MAR, Karumbé, Caminho Marinho, entre outros.
A metodologia de fotoidentificação é comprovadamente eficaz quanto à captura e recaptura de imagens para acompanhamento da permanência de indivíduos em uma região e quanto ao acompanhamento de sua saúde física aparente. Os monitoramentos não só permitem o acompanhamento das tartarugas marinhas como também auxiliam nas limpezas subaquáticas dos mares da região. Limpezas que fazem toda a diferença para salvar vidas marinhas, como foi com a da tartaruga marinha Fibro.
CLAIRE JEAN, ESTÉFANO CICÇÃO, ELKE TALMA, KATIA BALLORAIN & JÉRÔME BOURJEA. Método de identificação de fotos para tartarugas verdes e de pente – primeiros resultados da Reunion. Instituto Kelonia, França, 2010. < https://www.iotn.org/wp-content/uploads/2015/11/11-4-PHOTO-IDENTIFICATION-METHOD-FOR-GREEN-AND-HAWKSBILL-TURTLES-FIRST-RESULTS-FROM-REUNION.pdf>. Acesso em: 09/08/2019.
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PROJETO TAMAR. Captura, marcação e recaptura. Disponível em: https://www.tamar.org.br/noticia1.php?cod=623. Acesso em: 09/08/2019.
PROJETO TAMAR. Fibropapilomatose. Disponível em: https://tamar.org.br/interna.php?cod=109. Acesso em: 09/08/2019.
PROJETO TAMAR. Telemetria. Disponível em: https://www.tamar.org.br/interna.php?cod=335. Acesso em: 09/08/2019.
PROJETO TARTABINHAS. Disponível em: https://projetotartabinhas.wixsite.com/projetotartabinhas/tartarguas-marinhas. Acesso em: 09/08/2019.