

Na natureza, os organismos vivem dentro de uma comunidade ecológica, que é definida como um conjunto de populações de diferentes espécies que interagem de forma direta ou indireta dentro de uma área geográfica definida. Estas interações entre as espécies formam a base de muitas propriedades e processos ecossistêmicos, como a ciclagem de nutrientes e as teias alimentares. Como exemplos principais de interações ecológicas que existem temos a predação, a herbivoria, a competição e a simbiose. Estes não são os únicos tipos de interações que existem, mas são as mais estudadas. Neste artigo vamos entender melhor sobre as interações simbióticas e ver como elas estão presentes na vida marinha.
Muitos estudos ainda consideram forese e inquilinismo como categorias de simbiose, sendo estas relações facultativas (não obrigatórias) e interespecíficas (entre indivíduos de espécies diferentes), nas quais um simbionte (transportador ou hospedeiro) fornece abrigo, suporte ou transporte para o outro simbionte, sem benefícios ou trocas metabólicas.
Já com relação ao nível de dependência, podem ser:
– obrigatórias: em que os simbiontes não podem viver de forma independente;
– facultativas: em que os simbiontes são capazes de viver independentes, na condição de vida livre.
Embora existam diversas classificações para descrever os tipos de simbiose, é importante ressaltar que a simbiose não é necessariamente uma relação estática, visto que fatores ambientais ou endógenos influenciam o tipo de relação simbionte-hospedeiro.
Mas ainda há diversos outros exemplos de interações simbióticas no ambiente marinho, como a lula havaiana (Euprymna scolopes) em simbiose com bactérias (Aliivibrio fischeri), que vivem por baixo da lula. Esta simbiose permite que a lula emita luz e, assim, escape de predadores (ou os engane), pois esta luz ventral se assemelha à luz da Lua e das estrelas. Para quem assistiu Procurando Nemo, uma relação bastante conhecida é entre o peixe-palhaço e a anêmona-do-mar. Nesta relação, os peixes-palhaço utilizam os tentáculos da anêmona para se proteger de predadores e expulsam certos predadores da anêmona, como os peixes-borboleta.
Outra relação simbiótica marinha ocorre com uma espécie de caranguejo, do gênero Lybia, que segura anêmonas-do-mar em cada uma de suas quelas. Por este motivo, ele tem o apelido de caranguejo pompom ou caranguejo boxeador. Nesta relação simbiótica o caranguejo utiliza suas “luvas” como proteção contra predadores, pois as anêmonas possuem toxinas que espantam outros animais e, em contrapartida, as anêmonas garantem mais alimento quando em simbiose.
E você, conhece outras associações simbióticas no ambiente marinho? Conta pra gente! E se ainda ficou alguma dúvida sobre esta interação, mande uma mensagem abaixo para nós.
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