

Os objetivos específicos podem variar a cada ano, mas incluem estudos de biologia básica, reprodução, comportamento, requerimentos de habitat, manejo e educação ambiental para a conservação da espécie na natureza, entre outros.
Assim que terminou a graduação, foi bolsista do CNPq (Aperfeiçoamento Científico 87-89), trabalhando na EMBRAPA Gado de Corte, em Campo Grande, sob a coordenação da Dra. Cacilda Borges do Valle, onde se iniciou na pesquisa científica. Em maio de 1989 começou a trabalhar no Departamento de Educação Ambiental Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul onde ajudou a proferir vários cursos para professores de I e II Graus e orientou crianças e alunos em seus primeiros contactos com a natureza, guiando-os nas trilhas da Reserva Ecológica do Parque dos Poderes.
Em novembro de 1989, Neiva Guedes viu um bando de araras azuis Anodorhynchus hyacinthinus no Pantanal durante a prática de campo do curso de Conservação da Natureza, para técnicos do IBAMA, EMBRAPA e SEMA-MS. Neiva achou a cena linda (cerca de 30 araras-azuis pousadas num galho seco) e quando soube que a ave estava ameaçada de extinção e que estava desaparecendo rapidamente, decidiu fazer algo para que isso não acontecesse e pensou que outras pessoas deveriam conhecer as araras azuis em seu hábitat natural. O fato se transformou em um marco em sua vida: a luta pela conservação da arara azul, dando início ao Projeto Arara Azul. Desde então ela dedica sua vida para a conservação desta ave no Pantanal brasileiro.
Em 1991 ingressou no curso de Mestrado em Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – ESALQ/USP, sendo agraciada com uma bolsa da CAPES. Sob a orientação do Prof Dr. Álvaro F. Almeida, desenvolveu o trabalho “Biologia Reprodutiva da Arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus no Pantanal – MS”. No campo, contou com a colaboração do biólogo norte-americano, Dr. Lee Harper. A pesquisa foi realizada no Pantanal da Nhecolândia, utilizando a estrutura da Fazenda Nhumirim, CPAP/Embrapa e contou com recursos do WWF e veículo da Toyota do Brasil (para conseguir o veículo, virou piloto de teste da fábrica). O trabalho despertou o interesse da comunidade científica e em 1991 Neiva apresentou os primeiros resultados sobre a biologia reprodutiva da arara azul no I Congresso Brasileiro de Ornitologia, em Belém-PA e na Reunião de Ornitólogos Americanos, em Montreal no Canadá.
Em Outubro de 1993 Neiva Guedes concluiu o mestrado, com reconhecimento pela qualidade técnica, inovação e relevância da pesquisa. Continuou o Projeto sem nenhum vínculo institucional e em março de 1994 ingressou no CESUP atualmente UNIDERP. Na Universidade, Neiva recebeu todo apoio dos dirigentes da instituição e prosseguiu na luta pela conservação da arara azul.
Em 1998 com a base no R. E. Caiman pode contratar um assistente de pesquisa para ficar em tempo integral no campo. Até então, Neiva pegava o jipe Toyota viajava por 20 a 30 dias pelo Pantanal, transportando equipamentos, comida e no máximo, mais um assistente. Na época contava com a ajuda dos familiares, amigos, voluntários e estagiários. Apesar de dezenas pessoas terem colaborado nas atividades de campo, Neiva era a única pessoa a conhecer todos os ninhos cadastrados. Além da pesquisa era piloto de teste, motorista, mecânica, alpinista, relações públicas a quem competia fazer captação e administrava o Projeto.Neiva estudou a vida das araras azuis em vida livre e passou a manejar o ambiente, testando e produzindo ninhos artificiais, manejando ovos e filhotes, e acima de tudo, envolvendo a população e divulgando a importância de se manter as araras-azuis livres e voando na natureza. Assim, aves que nas últimas décadas estavam ficando raras, tornaram-se comuns e abundantes em várias regiões do Pantanal e Estado de Mato Grosso do Sul. Fato este, não só constatado pelos dados coletados pela pesquisadora, mas também por outros cientistas e moradores locais. Nos últimos 17 anos o projeto se tornou um exemplo de conservação, servindo de referência para outros Psitacídeos no Brasil e no mundo.
Neiva Guedes possui várias produções bibliográficas, com artigos publicados em periódicos científicos, publicações em eventos e Congressos, capítulos de livros e dezenas de palestras proferidas no Brasil e exterior. Neiva treinou mais de uma centena de acadêmicos (nacionais e estrangeiros) em suas técnicas desenvolvidas para o Projeto e contribuiu para a elaboração de material didático.
Por sua atuação na conservação da biodiversidade brasileira Neiva recebeu alguns prêmios, entre eles podemos destacar: Prêmio Pieter Oyens, Prêmio Natureza e Sociedade em reconhecimento a qualidade técnica, de inovação e relevância por sua dissertação que foi considerada um dos cinco melhores trabalhos de pós-graduação; Prêmio Super Ecologia 2002; Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica 2002; Comenda Grão Mestre da Order of the Golden Ark, do Príncipe Berhnard da Holanda em 2004; Troféu Eco-cidadão 2004; Prêmio Ambiental Von Martius 2004; Prêmio Ecologia e Ambientalismo, 2005; Menção Honrosa no Prêmio Arara azul da UNIDERP, 2005.
Neiva Guedes foi casada com Joaselei Lemos Cardoso, com quem tem uma filha chamada Sophia.

No começo do projeto, Neiva monitorando ninho com filhote de Arara Azul (Foto: Lee Harper/Instituto Arara Azul)
A pesquisa sobre biologia reprodutiva da arara azul virou tema da dissertação de mestrado de Neiva Guedes na ESALQ/USP sob a orientação do Profº Dr. Álvaro Fernando de Almeida. Em Outubro de 1993 Neiva Guedes conclui o mestrado e em Março de 1994 ingressou no CESUP – Centro de Ensino Superior de Campo Grande, atualmente UNIDERP – Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal, que passa a ser a executora do Projeto através de Neiva Guedes.
Em 1993 e 1994 Neiva recebeu bolsa e recursos da Fundação O Boticário/Mac Arthur Foundation que ajudou a manter o Projeto juntamente com recursos do CECITEC (atual FUNDECT) recebidos com o apoio da SODEPAN (1993-1995).
No período de 1996 a 1999, a maioria das despesas do Projeto foram mantidas pelo casal Elly de Vries e Richard Welch de Los Angeles-EUA que haviam conhecido o Projeto em 1995.
No retorno para o seu país, eles criaram o Hyacinth Macaw Fund repassando recursos através da Califórnia Community Foundation. Em 1999, com a separação do casal, esse fundo foi extinto. Em Outubro de 1998 foi inaugurada a 1ª Base de Campo no R. E. Caiman, cedida por Roberto Klabin. Com essa base, o Projeto pôde contratar um assistente de pesquisa para ficar em tempo integral no campo.
MENÇÃO HONROSA NO PROGRAMA NATUREZA E SOCIEDADE
O PROGRAMA NATUREZA E SOCIEDADE, oferecido pelo WWF – Fundo Mundial para a Natureza, com o apoio da USAID – Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional e da Fundação Ford. Num período de três anos este Programa contemplou 70 dissertações de mestrado e 57 teses de doutorado. Em 1997 premiou os seis melhores trabalhos e Neiva Guedes recebeu a Menção Honrosa em reconhecimento pela qualidade técnica, inovação e relevância da dissertação de mestrado, em julho de 1999.
Atualmente, o projeto concentra seus esforços de pesquisa na região de Miranda por possuir uma Base de Campo no Refúgio Ecológico Caiman (R.E.C). A partir deste ponto, consegue expandir os trabalhos de monitoramento das araras a um raio de mais de 57 fazendas nesta região e outras vizinhas.
Na região de Mato Grosso-MT é realizada pesquisa de monitoramento e acompanhamento populacional das araras azuis na região do Pantanal de Barão de Melgaço e Perigara. Devido ao grande custo com deslocamento e dificuldade de acesso dos pesquisadores a esta região, o trabalho é concentrado e realizado, normalmente, no período de reprodução das araras azuis (segundo semestre).
Em outras regiões do Brasil, como Tocantins, São Paulo e Bahia, existem pesquisadores associados ao Instituto Arara Azul, realizando trabalhos de monitoramento a ninhos e filhotes de araras azuis e outras espécies, sob a orientação de Neiva Guedes. Conheça melhor esses trabalhos aqui.
Em 2016 foi cadastrado o primeiro ninho de arara azul na região de Campo Grande-MS, marcando assim, a chegada da espécie à cidade. Para conhecer mais sobre o trabalho realizado nesta região, clique aqui.

Equipe de coleta de material e marcação dos filhotes.
Dra. Tânia, Neiva, Mariângela, Grace, Cézar e Maria (Foto: Érica Pacífico/Instituto Arara Azul)
Pesquisadores associados participam esporadicamente das atividades de campo, dependendo dos objetivos, mas uma vez que os materiais são coletados eles são enviados para os parceiros de pesquisa nos laboratórios da UNIDERP, USP, UNICAMP, UNESP e ULBRA.

Neiva treinando Érica para fazer biometria em filhotes (Foto: Grace F. da Silva/Instituto Arara Azul)
São pessoas ligadas nas áreas de biologia, zootecnia, veterinária, engenharia florestal, turismo, comunicação, jornalismo, administração e proprietários rurais de diversos estados do Brasil e do exterior como: EUA, Noruega, Dinamarca, Suécia, Cuba, Canadá, México, Costa Rica, Bolívia e Argentina.
No período de seca, de junho a novembro, praticamente todos os ninhos têm acesso com o veículo Toyota Hilux, com o qual nos locomovemos. Na época das cheias, alguns ninhos ficam isolados pela água. Nestas ocasiões, utilizamos trator, barco, cavalo ou, se necessário, vamos a pé, levando todo o equipamento em mochilas, por até alguns quilômetros, dependendo da localização do ninho.
De acordo com a época do ano, período reprodutivo (2º semestre), período não reprodutivo (1º semestre), condições climáticas e necessidades individualizadas, as atividades podem variar.
Além disso, ao longo do ano, trabalhamos com o envolvimento da comunidade, por meio de trabalhos de educação ambiental com crianças, peões e fazendeiros ou nas escolas, proferimos palestras, realizamos oficinas de corte e costura, artesanato e outras, para mulheres carentes, e participamos de feiras e exposições. Realizamos oficinas de corte e costura, artesanato e outras, como incentivo para adultos de baixa renda.
PERÍODO NÃO REPRODUTIVO
No período não reprodutivo das araras, março à junho, é priorizado a observação dos filhotes que deixaram os ninhos, não raro é necessário dispensar cuidados especiais para um ou outro filhote que podem ser retardatários, sofrer queda, não conseguir voar, sofrer alguma fratura, etc, bem como o manejo/recuperação dos ninhos.
Para exemplificar, em 2004, houve o caso de um filhote que caiu do ninho e sofreu uma fratura na asa. Ele precisou ser transportado para Campo Grande para fazer RX e outros exames. Como os pais não abandonaram o ninho, após dois dias, foi possível retornar com o filhote ao campo. Os pais o aceitaram e o alimentaram, mesmo estando com uma tala na asa. Porém, foi necessário levar, diariamente, o filhote para dormir na base de campo do Projeto Arara Azul, pois não podia ficar solto na natureza, uma vez que se tornaria uma presa fácil, por não poder voar. Então, durante mais de dois meses, ele era levado diariamente, duas vezes por dia, para ser alimentado pelos pais, embora estivesse a mais de 20 km da base do Projeto. Este período coincide com a época de cheia no Pantanal.
No cadastramento dos ninhos são anotadas as medidas da árvore, medidas da cavidade e coordenadas do local (GPS), se está no interior da mata, borda ou área isolada, bem como proximidade de água e alimentação. A árvore recebe uma pequena placa com a numeração e data do cadastramento do ninho. Atividade realizada principalmente durante o período reprodutivo.
Todos os dados coletados são registrados em ficha de monitoramento de filhotes, contendo: data, horário, número do ninho, dados referentes ao filhote entre outros que servirão para determinar taxa de natalidade das araras. Na época de coleta e marcação dos filhotes a equipe do Projeto geralmente é acompanhada por veterinários que realizam as análises citadas acima.
É baixa a disponibilidade de cavidades naturais de tamanho suficiente para caber uma arara com filhote e, além disso, há disputa por ninhos com outras espécies (ver tabela abaixo).
Por isso, são confeccionados e instalados ninhos artificiais, em áreas onde a escassez é maior ou então para suprir a perda de um ninho natural.
Atualmente o Instituto Arara Azul tem um produto a oferecer para os proprietários rurais que estejam interessados em implantar ninhos artificiais em suas propriedades. Estes, poderão solicitar ao Instituto Arara Azul os serviços técnicos para as três fases que correspondem à implantação de ninhos artificiais, sendo:
Diagnóstico da Área – O diagnóstico será realizado por dois técnicos do Projeto através de uma visita à área escolhida pelo interessado. O investimento para essa visita compõe a logística do deslocamento e dependerá da distância da área.
Confecção e instalação dos ninhos em MS – A confecção e a instalação dos ninhos são realizadas por profissionais especializados e com longa experiência na área.
Monitoramento dos ninhos instalados – Durante o período reprodutivo, a equipe do Projeto fará uma visita à área para uma avaliação dos resultados do trabalho. Como se trata de natureza, o sucesso não está condicionado exclusivamente à reprodução de araras-azuis, podendo a cavidade ser ocupada por outras espécies que compõem a biodiversidade.
O contato para maiores informações, poderão ser realizados através do –mail contato@institutoararaazul.org.br
Embora o número de ninhos artificiais ocupados com sucesso pelas araras-azuis seja pequeno, mas crescente a cada ano, acreditamos que a oferta de ninhos é uma forma de contribuir para a conservação da espécie num curto espaço de tempo, pois outras espécies de aves, que disputariam os ninhos naturais com as araras-azuis, ocuparão os ninhos artificiais com sucesso. Mas sem dúvida, a longo prazo, incentivamos o plantio e conservação dos manduvis (Sterculia apetala) e outras espécies que possam ser utilizadas para ninhos pelas araras-azuis no Pantanal Sul.
Esta atividade é realizada nos meses de abril, maio e junho, mas também pode ocorrer no período de reprodução, em casos de emergência, como quebra de galho, árvore ou outros.
Após o nascimento do filhote ele é alimentado com ração específica para filhotes de psitacídeos. Quando está um pouco maior (cerca de 5-7 dias), ele é devolvido para o mesmo ninho ou translocado para outro ninho com filhote de idade semelhante. Em outros casos, em que ocorre uma diferença superior a cinco dias entre a eclosão dos ovos e o filhote mais jovem tem poucas chances de sobrevivência ele também pode ser translocado para um ninho que tem um filhote com idade aproximada, onde os dois filhotes terão praticamente a mesma chance de sobreviver. Estas experiências são realizadas com aprovação do Comitê para Conservação e Manejo das Araras Azuis e podem servir de referência para outras espécies.
O conjunto era extremamente delicado obrigando o acompanhamento integral por uma equipe de monitoramento no local podendo ser pisoteado pelo gado ou outros animais, não resistindo a chuva e tendo necessidade de completar o combustível do gerador a cada cinco horas. Porém, com a disponibilidade de apenas um equipamento (era muito caro na época), não foi possível responder todas as perguntas.
Como observado, o processo anterior de captação de imagens internas dos ninhos era bastante complicado e por muito tempo, não foi possível utilizarmos esta tecnoligia, porém, desde 2016 a equipe do Projeto Arara Azul conta com câmeras TRAP que facilitaram e possibilitaram a captação de imagens inéditas de comportamentos de filhotes e adultos, dentro e fora dos ninhos. Para ver algumas das imagens, assista alguns vídeos a seguir.
Faz parte do trabalho de campo conversar com os peões, fazendeiros e moradores locais, quando se visita às fazendas para monitoramentos de ninhos. Enfocando a arara-azul, os proprietários são orientados sobre desmatamentos, queimadas, conservação de espécies ameaçadas, replantio e conservação do manduvi, biodiversidade e ecoturismo. Envolver e sensibilizar a população rural, através de palestras para os peões e fazendeiros, nas propriedades onde se realizam os trabalhos é fundamental. Como resultado, a equipe de campo tem sua atuação ampliada com a ajuda dessa população que, conhecendo alguns aspectos do comportamento das araras, podem auxiliar na descoberta de novos ninhos ativos, que são cadastrados pelos técnicos. Além dessa atuação direta, outro resultado indireto é à diminuição sensível do tráfico de animais silvestres, nas regiões de atuação do Projeto.
Desde 1998 a atividade de educação ambiental é coordenada por Neliane Guedes Corrêa, educadora no Projeto. O trabalho de divulgação do Projeto Arara Azul e seus resultados, atingiu grande parte da população pantaneira sul mato-grossense e do Brasil como um todo. É possível afirmar que muitas pessoas ouviram falar do Projeto e têm manifestado interesse em conhecer mais e colaborar. Os peões e fazendeiros pantaneiros, passaram a ter orgulho de contar com as araras-azuis nas suas propriedades e querem conservá-la. Atualmente, são inúmeras as solicitações para estudar as araras no Pantanal ou outras partes do Brasil.
Na base do Projeto, na Caiman, assim como no Centro de Sustentabilidade do Instituto Arara Azul, são ministradas palestras aos turistas brasileiros e estrangeiros que visitam. Nas palestras, os técnicos fornecem informações e divulgam os resultados dos estudos sobre as araras azuis. Mensalmente são atendidos em média 50 a 70 pessoas em 14 a 18 palestras mensais. Em divulgações pode-se ver a relação de palestras que foram proferidas.
O Instituto Arara Azul disponibiliza, aos alunos das escolas de Campo Grande a possibilidade de participarem de Oficinas de Educação Ambiental no Centro de Sustentabilidade. Para maiores informações, leia aqui:
De 2004 a 2006, o Projeto Arara Azul participou da FECIR – Feira Ecológica, Cultural, Indígena e Rural da Cidade de Miranda-MS, uma feira anual em comemoração ao aniversário da cidade. Atividades especiais como jogos (quebra-cabeça, desenhar, montar e colorir) e brincadeiras foram desenvolvidos nestes espaços para as crianças. Em 2006, o Projeto montou um estande juntamente com outros projetos de conservação, como Papagaio Verdadeiro, Onça Pintada e Ariranha. Foi lançado um concurso de desenho e houve a participação de mais de 300 crianças e ao final da feira, foram premiados alguns desenhos que se destacaram.
Em 2006 participou, a convite da Toyota do Brasil, da Feira do Japão realizada em junho em São Paulo e do Espaço Ecologia, realizado em julho em Campos do Jordão. Foi a 1ª vez que o Projeto foi exposto fora do Pantanal. A receptividade foi boa, foi uma experiência inédita e deu a oportunidade de mostrar o Projeto para pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-lo.
No final de maio de 2007, o Projeto Arara Azul participou do II Encontro Brasileiro de Observação de Aves – AVISTAR 2007, no Parque Vila Lobos, em São Paulo-SP. Com seu estande, o Instituto Arara Azul realizou atividades de comunicação e exposição de produtos exclusivos do Projeto. Em um ambiente aberto, em uma árvore do parque, foi instalado um ninho artificial para visitação de crianças, com monitoria e mini-palestra.
Em 2015 foi realizado em Campo Grande-MS, pela 1 vez no Brasil, 9° Simpósio Internacional de Psitacídeos, com o tema Brasil: Terra dos Papagaios, que contou com a presença de 100 participantes de 14 países diferentes e de 12 Estados brasileiros. O objetivo deste evento, considerando todas as Edições, é de criar um fórum para a discussão da conservação de psitacídeos com a discussão de ações de conservação, genética, saúde, reintrodução de espécies da natureza e tráfico desses animais. O Simpósio é realizado com a presença de pesquisadores renomados, futuros pesquisadores dedicados ao assunto, estudantes, apoiadores, doadores e organizações de conservação pelo mundo.
O treinamento consiste em aprender as técnicas de alpinismo e rapel, o que dura, em média, 5 dias. Após esse treinamento, o estagiário/voluntário passará pelo treinamento que permitirá acessar os ninhos naturais e/ou artificiais para monitoramento de ninhos e filhotes. É importante dizer que, durante todo o tempo a pessoa precisará estar atenta as informações dadas pelo biólogo responsável e pelo assistente de campo, pois muitas informações são repassadas informalmente.
Em campo, o dia, normalmente, começa bem cedo (por vota das 05h30), pois é necessário acompanhar e monitorar o comportamento das araras que acordam com os primeiros raios do sol. A equipe retorna para a base para almoço. O trabalho de campo, só acaba por volta das 17 horas. O que causa um grande cansaço físico. Porém, o trabalho, não necessariamente acaba, pois há muito o que ser realizado na base, pois as amostras, fotos, vídeos e dados coletados em campo, precisam ser processados para os devidos relatórios.
A equipe do Projeto Arara Azul está organizando e estruturando novos roteiros e destinos para atender turistas e visitantes que tem interesse em conhecer este trabalho, em outras propriedades no Pantanal Sul. Em breve, serão lançados esses informativos.
O contato para agendamento e/ou maiores informações, poderá ser feito pelo telefone (67) 3222 1205 e pelo email: contato@institutoararaazul.org.br
Para conhecer melhor cada um desses projetos vá à página Outros Projetos ou clique sobre o projeto desejado, logo abaixo:
– Projeto Aves Urbanas – Araras na cidade
– Avaliação da perda de habitat da Arara Azul
– Monitoramento de ninhos naturais e artificiais no Pantanal de Mato Grosso
– Morcegos associados aos ninhos de Arara-azul no Pantanal
– Estudo de Variabilidade Genética
– Monitoramento de uma população de araras-azuis no Mato Grosso
– Projeto Biologia reprodutiva da maracanã-de-cara-amarela
– Estudo sobre maracanã-de-colar
– Projeto Arara-azul-de-lear (Érica Pacífico)
Para apadrinhar um ninho, é preciso entrar em contato com o Instituto pelo telefone (67) 3222-1205 ou pelo email contato@institutoararaazul.org.br. Durante o período reprodutivo da espécie, o padrinho acompanhará as novidades do ninho e outras informações relativas ao projeto, optando por batizar sua ave ao nascimento. Ele ainda receberá um kit de boas-vindas com foto exclusiva do ninho e sua divulgação no marketing da Campanha. “O apadrinhamento proporciona também a manutenção da biodiversidade do Pantanal, tanto às araras-azuis como para várias outras espécies de aves que ocupam as mesmas cavidades”, explica Neiva Guedes.
Nas edições anteriores, a Campanha contou com o apadrinhamento de empresas, como Uniderp, Águas Guariroba, Anilhas Capri, Douramotors, BR Insdústria de Tintas Ltda, Città Planejamento Urbano e Ambiental, Diamond Hall, Ondara Buffet, Kampai, Rede TV Box, Bradesco Seguros e a Parrots International, além de famosos como Ziraldo, Michel Teló, Almir Sater, Gabriel Sater, Carlos Saldanha, Chitãozinho & Xororó, Alex Atala, Munhoz & Mariano e Luan Santana.
REPRODUÇÃO
De julho de 2015 a junho de 2016, a equipe do Instituto Arara Azul monitorou 151 ninhos em onze propriedades rurais situadas em Miranda, Aquidauana, Jardim e Bonito, interior de Mato Grosso do Sul, e em Barão do Melgaço, no Pantanal de Mato Grosso.
O número de nascimentos das araras azuis foi menor que no ciclo anterior, mas se mantém dentro da expectativa da pesquisadora. Dos 99 ovos encontrados nos ninhos monitorados, menos de 50% chegaram ao estágio final, ou seja, 49 filhotes de araras-azuis que nasceram no último ciclo, frente a 52 aves no período de 2014/2015. “Registramos a sobrevivência e voo de 29 indivíduos e todos os filhotes foram anilhados, microchipados e tiveram sangue coletado para análise de DNA e sexagem. São resultados que demonstram que a arara-azul está se reproduzindo relativamente bem no Pantanal. A taxa reprodutiva da espécie é baixa e por estar em um ambiente natural é afetada pelas relações ecológicas, sofrendo perdas e predações, como qualquer outra espécie, mas que pelas características da própria espécie, mais vulneráveis, essas consequências são piores”, revela a bióloga.
Outro ponto que influencia a reprodução das araras-azuis. Por serem aves seletivas, 95% de seus ninhos são encontrados somente no Manduvi, uma espécie arbórea em diminuição na natureza devido aos desgastes com o tempo. Para solucionar a demanda, ninhos artificiais foram criados pela equipe de biólogos do Instituto e instalados na natureza. “A velocidade das perdas dos ninhos naturais é muito maior que o surgimento de novos ninhos, por isso, manejos realizados em ninhos naturais e artificiais para aumentar o número de cavidades disponíveis para as araras, tem resultado em aumentos positivos para a espécie. Por isso nossa campanha para a adoção de ninhos é muito importante”, defende a pesquisadora. No último ciclo, o Instituto Arara Azul monitorou 151 ninhos, sendo 87naturais e 64 artificiais. Ao todo estão cadastrados 713 ninhos, sendo 425 naturais e 288 artificiais (incluindo Pantanal de Mato Grosso).
RESPONSABILIDADE AMBIENTAL
A mudança de status da arara-azul na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente em dezembro de 2014, foi considerada uma grande conquista dos resultados do Projeto Arara Azul, nesses anos de atuação. Mas ainda assim a espécie é citada como vulnerável na lista vermelha das espécies ameaçadas (Red List of Threatened Species) da União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN – International Union for Conservation of Nature). Para a diretora executiva do Instituto Arara Azul, Eliza Mense, as conquistas obtidas são significativas e foram possíveis devido a colaboração de vários parceiros. “Ao longo desses anos, conseguimos viabilizar esse trabalho com o subsídio e apoio da Fundação Toyota do Brasil, da Toyota, da Universidade Uniderp, do Refúgio Ecológico Caiman, Bradesco Seguros e outros parceiros, mas é necessário que a sociedade continue se movimentando para que o sucesso seja mantido e os trabalhos ampliados”.
A equipe do Projeto Arara Azul está organizando e estruturando novos roteiros e destinos para atender turistas e visitantes que tem interesse em conhecer este trabalho, em outras propriedades no Pantanal Sul. Em breve, serão lançados esses informativos.
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