


Esqueleto de um arqueoceto, Dorudon osiris, ancestral dos cetáceos que viveu há cerca de 35 milhões de anos. (Foto por: Projeto Baleia Franca/Instituto Australis)
As primeiras baleias “de barbatana”, ou seja, portando estruturas de retenção de pequenos organismos como alimento, em substituição a dentes, são conhecidas do Oligoceno Superior (30 milhões de anos). Muito embora as relações evolutivas sejam pouco conhecidas em detalhe, reconhece-se que a família Balaenidae, à qual pertencem as baleias francas, é a mais antiga dentre as grandes baleias atuais, com os registros fósseis mais distantes encontrados no Mioceno Inferior (cerca de 20 milhões de anos).
O gênero Eubalaena (Gray, 1864) existe desde o Pleistoceno, significando que as baleias francas na forma aproximada da atual existem há cerca de 2 a 2,5 milhões de anos. A separação das espécies dos hemisférios Norte e Sul, este o habitado pela nossa Eubalaena australis, é comprovada em recentes estudos genéticos, estimando-se que tal divergência evolutiva tenha ocorrido entre 920.000 e 1.820.000 anos atrás. As primeiras menções específicas a baleias francas, referindo-se à espécie boreal hoje denominada Eubalaena glacialis, são do Século I, encontradas na Naturalis Historia de Plínio, o Velho, escrita por volta do ano 78 da era cristã e que menciona as baleias chamadas Balaena da costa da Espanha próximo a Cádiz, indubitavelmente baleias francas pela descrição feita por Plínio.
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