

Todos nós já ouvimos falar sobre diversos acidentes decorrentes da exploração de petróleo no leito marinho. Mas será que de fato sabemos como isso pode afetar o ambiente e como o petróleo bruto age sobre a fauna e a flora dos mares?
Enquanto os técnicos trabalhavam para conter o vazamento, o alarme de presença de gás soou. O metano se espalhou rapidamente pela unidade e encontrou a sala de máquinas onde ocorreu a primeira explosão. Todos começaram o processo de evacuação da unidade e apenas um funcionário ficou para tentar acionar o sistema e conter o poço, mas já era tarde demais. O blowout estava descontrolado e a Deepwater Horizon ficou tomada por gás metano. A estrutura da plataforma não suportou as explosões e milhares de toneladas de óleo foram liberadas no mar. A vida marinha na região agonizou com danos que levariam anos para serem reparados.
Hoje enfrentamos um inimigo em comum com a região afetada pelo vazamento da Deepwater Horizon. Numa menor intensidade mas, ainda assim, alarmante. Um vazamento de óleo bruto chegou até a costa brasileira pela região Nordeste e está causando grande preocupação, tanto na comunidade científica brasileira quanto na população e no governo.
Plâncton: o primeiro impacto Assim como em qualquer vazamento químico nos mares, as primeiras espécies a serem atingidas pertencem ao plâncton. São seres que dependem das marés para se movimentar, por isso ficam vulneráveis à contaminação. É bom lembrar que essas espécies são a base da cadeia alimentar nos mares. Com a falta desses organismos, o ecossistema local sofre um enorme desequilíbrio.
Um vazamento de petróleo é algo realmente grave para o ambiente marinho. Por mais que o óleo bruto seja contido, a parte do óleo que se dissolve na água se espalha, contaminando toda a costa por quilômetros. Ao longo da história, nossos mares têm sofrido com esses incidentes em petrolíferas e o óleo não só mata espécimes marinhos, ele também destrói o seu habitat deixando cicatrizes irreversíveis. Este é um problema ambiental que deve ser prevenido em todas suas instâncias.
PEREIRA, Rogério Ferreira. ANÁLISE DO DEEPWATER HORIZON BLOWOUT : APLICAÇÃO DOS MÉTODOS FRAM e STAMP. 2016. 107 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Engenharia Ambiental, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. Disponível em: <http://dissertacoes.poli.ufrj.br/dissertacoes/dissertpoli1709.pdf>
PEREIRA, Alice. Guia fotográfico: aves do Rio Grande do Sul. Exposição temporária/Museu de ciências naturais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Maurício Tavares [revisão] ; Lucas A. Morates [organizador]. – Imbé, RS, 2018. 49 p. : il. color. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/mucin/wp-content/uploads/2018/09/Guia-Aves-do-Litoral-compressed.pdf>
Plano de ação nacional para a conservação das Tartarugas Marinhas / Alexsandro Santana dos Santos … [et al.]; organizadores: Maria ngela Azevedo Guagni Dei Marcovaldi, Alexsandro Santana dos Santos. – Brasília : Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Icmbio, 2011. 120 p. : il. color. ; 21 cm. (Série Espécies Ameaçadas, 25); Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/docs-plano-de-acao/pan-tartarugas/livro_tartarugas.pdf.
REYNIER, Marcia Vieira. Efeitos de um Derrame Simulado de Petróleo sobre a Comunidade Planctônica costeira em Angra dos Reis (RJ). 2003. 131 f. Tese (Doutorado) – Curso de Ciências Biológicas, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2004. Disponível em: <https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/1560/TeseMVR.pdf?sequence=1>