{"id":21639,"date":"2020-07-25T18:33:02","date_gmt":"2020-07-25T21:33:02","guid":{"rendered":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/?p=21639"},"modified":"2020-07-28T17:37:42","modified_gmt":"2020-07-28T20:37:42","slug":"a-viagem-musical-de-spix-e-von-martius-1817-1821","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/a-viagem-musical-de-spix-e-von-martius-1817-1821\/","title":{"rendered":"A Viagem musical de Spix e Von Martius (1817 &#8211; 1821)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<h4><strong>A VIAGEM MUSICAL DE SPIX E VON MARTIUS (1817 &#8211; 1821)<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h5>31\/07\/2011 &#8211; Guilherme de Camargo<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h6>Talvez n\u00e3o seja f\u00e1cil, hoje, imaginar o fasc\u00ednio que o Brasil exercia no europeu no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Todo um novo universo se desvendava aos olhos de viajantes curiosos, enviados em miss\u00f5es por seus pa\u00edses de origem, com a tarefa de mapear, descrever, retratar, fazer levantamentos geogr\u00e1ficos e geol\u00f3gicos. Radiografar, enfim, terras ricas e esplendorosas, que agu\u00e7avam a curiosidade do velho mundo. O relato desses viajantes acabou por transformar-se em documenta\u00e7\u00e3o importante, capaz de acrescentar ao nosso conhecimento da Hist\u00f3ria detalhes da vida cotidiana do per\u00edodo, que dificilmente teriam sido preservados, n\u00e3o fossem essas atentas e minuciosas descri\u00e7\u00f5es. Um desses relatos, talvez o mais detalhado e interessante, \u00e9 o Reise in Brasilien, \u201cViagem pelo Brasil\u201d, dos naturalistas b\u00e1varos Johann Baptist Von Spix e Carl Friedrich Philipp Von Martius. Em uma longa viagem, entre 1817 e 1820, o bot\u00e2nico Martius e o zo\u00f3logo Spix percorreram milhares de quil\u00f4metros pelo pa\u00eds, visitando S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Piau\u00ed, Maranh\u00e3o, Par\u00e1 e Amazonas.<\/p>\n<p>O riqu\u00edssimo legado dos naturalistas extrapola o interesse meramente cient\u00edfico. Spix e Martius deixaram-se encantar pela viagem, pelo homem e seus costumes, por uma diversidade cultural at\u00e9 certo ponto harm\u00f4nica, em que as culturas \u00edndia, negra, mesti\u00e7a, e branca come\u00e7avam a fundir-se em um poderoso caldeir\u00e3o multicultural.<\/p>\n<p>As modinhas que v\u00e3o editadas nesta Biblioteca pertencem ao Anexo Musical do \u201cViagem pelo Brasil\u201d, em que foram anotadas as Brasilianische Volkslieder, ou Can\u00e7\u00f5es Populares Brasileiras, e as Indianische Melodien, ou Melodias Ind\u00edgenas. Todas as melodias presentes no Anexo s\u00e3o an\u00f4nimas. Seu car\u00e1ter \u00e9, em geral, como aponta M\u00e1rio de Andrade, o de \u201cmodinhas burguesas de sal\u00e3o\u201d. Mas o pr\u00f3prio autor lembra, mais uma vez refor\u00e7ando a dualidade e interpola\u00e7\u00e3o destes g\u00eaneros, que entre elas est\u00e1 tamb\u00e9m o lundu \u201cUma Mulata Bonita\u201d, al\u00e9m, \u00e9 claro, do j\u00e1 famoso \u201cLandum\u201d instrumental que encerra o Anexo. Curiosamente, o Anexo indica que a pe\u00e7a teria sido ouvida em Minas e Goi\u00e1s, mas o seguinte trecho, al\u00e9m de nos informar sobre o car\u00e1ter das dan\u00e7as e festividades, afirma que os versos tamb\u00e9m eram cantados na Bahia:<\/p>\n<p>\u201cAs festas dos primeiros dias do ano novo, \u00e0s quais assistimos na Vila dos Ilh\u00e9us, s\u00e3o provavelmente an\u00e1logas aos regozijos populares, provavelmente vest\u00edgios das saturn\u00e1lias que se celebram no Natal em Cornualhas, e nas quais o cavaleiro S\u00e3o Jorge e seu advers\u00e1rio pag\u00e3o falam em verso. No norte da Inglaterra e na Esc\u00f3cia, fazem-se iguais representa\u00e7\u00f5es com mascarados, os chamados guizardes, que v\u00e3o de casa em casa e figuram o advers\u00e1rio pag\u00e3o, como personagem c\u00f4mica com o nome de galatiano. T\u00e3o eloq\u00fcentes, como s\u00e3o descritos esses atores populares ingleses, n\u00e3o eram, entretanto, os atores brasileiros; somente no banquete festivo \u00e9 que eles se tornam cada vez mais ruidosos, acompanhando a m\u00fasica da dan\u00e7a com estrofes arrancadas de can\u00e7\u00f5es populares. Estas, em geral, cantam os acontecimentos locais, e s\u00e3o, \u00e0s vezes, improvisos dos pr\u00f3prios dan\u00e7adores. Algumas destas estrofes s\u00e3o muito engra\u00e7adas, outras lascivas. Ouvimos, entre outras, o lundu, acompanhado com os seguintes versos:<\/p>\n<p>Entendo que vossa merc\u00ea me entende,<br \/>\nEntendo que vossa merc\u00ea me engana;<br \/>\nEntendo que vossa merc\u00ea j\u00e1 tem<br \/>\nOutro amor, a quem mais ama.<br \/>\nTamb\u00e9m os seguintes versos s\u00e3o cantados na prov\u00edncia da Bahia, em dan\u00e7as semelhantes:<br \/>\nUma mulata bonita n\u00e3o carece de rezar;<br \/>\nAbasta o mimo que tem, para sua alma salvar.<br \/>\nMulata se eu pudera no mundo formar altar,<br \/>\nNele te colocaria, para o povo te adorar.\u201d<\/p>\n<p>Esta \u201cUma Mulata Bonita\u201d, que est\u00e1 no Anexo, n\u00e3o parece corresponder, em car\u00e1ter, no entanto, \u00e0 descri\u00e7\u00e3o das festividades em que foi escutada na Bahia. A can\u00e7\u00e3o anotada no Anexo traz um car\u00e1ter mais sutil do que o que se poderia esperar pela transcri\u00e7\u00e3o acima, incluindo mesmo uma modula\u00e7\u00e3o para a tonalidade hom\u00f4nima menor. A informa\u00e7\u00e3o presente no Anexo de que a obra foi recolhida em Minas e Goi\u00e1s permite-nos especular que o lundu acima descrito seja outra can\u00e7\u00e3o, fazendo uso, apenas, do mesmo texto. (Apesar de algumas diferen\u00e7as entre o texto do Anexo e o transcrito acima, como o uso de \u201cAbasta\u201d, no lugar de \u201cBasta\u201d, com significativa altera\u00e7\u00e3o de conte\u00fado.) N\u00e3o seria a primeira vez que um mesmo texto se encontraria aplicado a diferentes melodias. <\/p>\n<p>O \u201cLandum\u201d, tamb\u00e9m no Anexo, parece assumir muito mais o car\u00e1ter explicitado na transcri\u00e7\u00e3o acima, com perfil improvisat\u00f3rio e forte apelo popular. \u00c9 curioso mesmo notar, neste \u201cLandum\u201d, que o final n\u00e3o combina com todo o resto, sugerindo que tenha sido escrito por seu anotador, pela necessidade  finalizar  uma melodia que, talvez, tenha sido variada por mais muitas horas na ocasi\u00e3o em que foi escutada.  <\/p>\n<p>A primeira modinha registrada no anexo \u00e9 \u201cAcaso s\u00e3o estes\u201d, com texto da lira V da primeira parte da Mar\u00edlia de Dirceu, de Tom\u00e1s Antonio Gonzaga. Outras doze liras da mesma cole\u00e7\u00e3o foram tamb\u00e9m musicadas, possivelmente por Marcos Portugal, e editadas por C\u00e9sar das Neves no Cancioneiro de M\u00fasicas Populares.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de \u201cAcaso s\u00e3o estes\u201d, \u201cQual ser\u00e1 o feliz dia\u201d, \u201cPerdi o rafeiro\u201d e \u201cEscuta Formosa Marcia\u201d foram ouvidas em S\u00e3o Paulo. O trecho que transcreveremos relata o talento musical das paulistas, al\u00e9m de ser importante documento sobre o uso do viol\u00e3o nos acompanhamentos:<\/p>\n<p>\u201cO fato de ser a m\u00fasica, igualmente, ainda ca\u00f3tica, e \u00e0 busca de seus elementos primitivos, n\u00e3o nos estranhava; pois, al\u00e9m do viol\u00e3o predileto para o acompanhamento do canto, nenhum outro instrumento \u00e9 estudado. Quanto ao pr\u00f3prio canto, o gosto do paulista j\u00e1 \u00e9 mais desenvolvido. Fomos levados uma noite, por um compatr\u00edcio europeu do extremo Norte, o Sr. Danwart, capit\u00e3o sueco aqui residente, a um sarau, que nos deu opini\u00e3o muito favor\u00e1vel sobre o talento musical das paulistas. O seu canto \u00e9 todo de singeleza e ingenuidade, e, pela extens\u00e3o da voz n\u00e3o muito forte de alto-soprano, corresponde perfeitamente aos id\u00edlios po\u00e9ticos. As modinhas s\u00e3o de origem portuguesa ou brasileira. Estas \u00faltimas distinguem-se das primeiras pela naturalidade do texto e da melodia. S\u00e3o inteiramente ao gosto do p\u00fablico, e revelam, algumas vezes, verdadeira inspira\u00e7\u00e3o l\u00edrica dos poetas, na maioria, an\u00f4nimos. Amor desprezado, tormentos de ci\u00fame, dores da despedida, s\u00e3o os assuntos da sua musa, e a refer\u00eancia, cheia de fantasia, \u00e0 natureza, d\u00e1 a esses desafogos de alma uma trama genu\u00edna, tranq\u00fcila, que ao europeu parece tanto mais ador\u00e1vel e verdadeira, quanto mais ele mesmo se sentir num enlevo id\u00edlico, pela riqueza e o gozo pac\u00edfico, proporcionados pela natureza que o cerca.\u201d  [1]<\/p>\n<p>Outro trecho oferece um curioso relato da atividade musical, desta vez longe dos sal\u00f5es da sociedade, no sert\u00e3o da Bahia:<\/p>\n<p>\u201cEmbora no cora\u00e7\u00e3o do sert\u00e3o, pudemos notar com prazer como o com\u00e9rcio e riqueza j\u00e1 levaram para ali sociabilidade e costumes amenos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m encontramos aqui entretenimentos musicais, isto onde menos pod\u00edamos esper\u00e1-los. Um sertanejo, que habitava vinte l\u00e9guas a oeste de Salgado, e casualmente tinha ouvido falar de nossa pr\u00e1tica de amadores de m\u00fasica, mandou um mensageiro, para pedir-nos o prazer de tocar conosco em quarteto. Ao cabo de alguns dias, apareceu o moreno Orfeu das selvas, \u00e0 frente da mais estranha caravana. \u00c0s costas de mulas, trazia ele uma viola, violinos, trombetas, estantes de m\u00fasica, e, como testemunha de sua dedica\u00e7\u00e3o, a mulher e os filhos. Dois de seus vaqueiros tocaram as partes secund\u00e1rias, e, com alegre confian\u00e7a, atacamos os mais antigos quartetos de Pleyel. Que mais alto triunfo podia celebrar o mestre do que exercer o poder da sua m\u00fasica aqui, no sert\u00e3o americano? E, com efeito, o g\u00eanio musical pairava sobre a nossa tentativa, encantados eram m\u00fasicos e ouvintes, e tu, excelente mel\u00f4mano, Jo\u00e3o Raposo, viver\u00e1s sempre na minha mem\u00f3ria, com as tuas fei\u00e7\u00f5es animadas por triunfante enlevo!\u201d[2]<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram escutadas na Bahia \u201cFoi-se Jozino e Deixou-me\u201d, e \u201cPrazer Igual ao que eu Sinto\u201d, a \u00faltima tamb\u00e9m escutada em Minas, onde, al\u00e9m desta, foi anotada \u201cNo Rega\u00e7o da Ventura\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, nos relatos de viagem de Spix e Martius, qualquer refer\u00eancia direta \u00e0s modinhas e lundus anotados. As transcri\u00e7\u00f5es dos trechos do \u201cViagem pelo Brasil\u201d que fazemos, portanto, buscam t\u00e3osomente contextualizar estas obras no per\u00edodo em que foram escutadas, sem pretender relacion\u00e1-las diretamente \u00e0s transcri\u00e7\u00f5es musicais do Anexo. O trecho seguinte, do qual pequena parte foi citada no in\u00edcio deste artigo, traz rica colabora\u00e7\u00e3o para  compreender a qualidade da interpreta\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos do per\u00edodo:<\/p>\n<p>\u201cPor outro lado, \u00e9 a m\u00fasica, entre os brasileiros, e, especialmente no Rio, cultivada com mais gosto, e nela se chegar\u00e1 provavelmente a certa perfei\u00e7\u00e3o. O brasileiro tem, como o portugu\u00eas, fino talento para modula\u00e7\u00e3o e progress\u00e3o harm\u00f4nica, e baseia o canto com o simples acompanhamento do viol\u00e3o. O viol\u00e3o, tanto como no sul da Europa, \u00e9 o instrumento favorito; o piano \u00e9 um dos m\u00f3veis mais raros e s\u00f3 se encontra na casa dos abastados. As can\u00e7\u00f5es populares, cantadas com o acompanhamento do viol\u00e3o, s\u00e3o parte origin\u00e1rias de Portugal, parte inspiradas pela melodia ind\u00edgena. Pelo canto e pelo som do instrumento, o brasileiro \u00e9 facilmente estimulado a dan\u00e7ar, e exprime a sua jovialidade nas sociedades cultas com delicadas contradan\u00e7as; nas classes inferiores, por\u00e9m, se manifesta com gestos e contor\u00e7\u00f5es sensuais como as dos negros. A \u00f3pera italiana, at\u00e9 aqui, n\u00e3o tem apresentado, nem da parte dos cantores, nem da orquestra, nada perfeito; uma banda particular de m\u00fasica vocal e instrumental que o pr\u00edncipe herdeiro formou com mesti\u00e7os ind\u00edgenas e pretos, indica bastante o talento musical do brasileiro. D. Pedro, que parece ter herdado de seu av\u00f4 D. Jo\u00e3o IV not\u00e1vel gosto pela m\u00fasica, costuma reger \u00e0s vezes, ele pr\u00f3prio, esta orquestra, que assim estimulada, procura executar as pe\u00e7as com muita perfei\u00e7\u00e3o. O disc\u00edpulo preferido de J. Haydn, o cavalheiro Neukomm, achava-se ent\u00e3o como diretor da Capela do Pa\u00e7o, no Rio. Para suas missas, por\u00e9m, compostas inteiramente no estilo dos mais c\u00e9lebres mestres alem\u00e3es, ainda n\u00e3o estava de todo madura a cultura musical do povo.\u201d[3][4]<\/p>\n<p>Apesar das insistentes declara\u00e7\u00f5es da primazia do uso do viol\u00e3o sobre o piano, as obras presentes no Anexo e editadas nesta Biblioteca v\u00eam todas, com exce\u00e7\u00e3o do \u201cLandum\u201d, grafadas com acompanhamento de piano. Acreditamos, respaldados pela opini\u00e3o de diversos autores, bem como por nossa experi\u00eancia, descrita na primeira parte deste artigo, que isto se deveu muito mais \u00e0 necessidade de satisfazer o gosto predominante na \u00c1ustria de ent\u00e3o, aonde seriam publicadas, que de fato a terem sido ouvidas dessa maneira no Brasil.<\/p>\n<p>Sugerimos, portanto, \u00e0queles que tenham curiosidade de execut\u00e1-las, que experimentem outras possibilidades de acompanhamento, utilizando, por exemplo, o expediente de cifrar a melodia a partir da harmonia j\u00e1 sugerida nos acompanhamentos de piano, fazendo as altera\u00e7\u00f5es que julgarem necess\u00e1rias. O uso do viol\u00e3o, da viola, da viola caipira e, por que n\u00e3o, do cavaquinho e do bandolim, poder\u00e3o por certo enriquecer sua execu\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p><strong>[1]<\/strong> Spix e Martius, Viagem Pelo Brasil 1817-1820, vol.1, pp. 141-142.<br \/>\n<strong>[2]<\/strong> Spix e Martius, op. cit., vol. 2, pp. 93 e 94.<br \/>\n<strong>[3]<\/strong> Spix e Martius, op. cit., vol. 1, p. 57.<br \/>\n<strong>[4]<\/strong> A cita\u00e7\u00e3o \u00e9, em parte, transcrita por Gerhard Doderer, no pref\u00e1cio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o das \u201cModinhas Luso-Brasileiras\u201d. A diferen\u00e7a entre a tradu\u00e7\u00e3o de que se utilizou e a que utilizamos \u00e9 imensa. Tem particular interesse a diferen\u00e7a da tradu\u00e7\u00e3o do original gitarre, viola, para Doderer, e viol\u00e3o, aqui. A diferen\u00e7a explicita a car\u00eancia de terminologia de que sofre a organologia dos instrumentos antigos de cordas dedilhadas  no Brasil. Se considerarmos que ainda no sul da Europa, onde, de acordo com a transcri\u00e7\u00e3o, o \u201cviol\u00e3o\u201d era o instrumento preferido, a transi\u00e7\u00e3o dos instrumentos de cindo ordens de cordas para os de seis, e ainda, dos instrumentos de cordas duplas para os de cordas simples, n\u00e3o havia se dado completamente, podemos imaginar que no Brasil a confus\u00e3o fosse ainda maior. (Para uma sugest\u00e3o de data\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o das cordas duplas para a simples na Europa, ver CAMARGO, Guilherme de, op. cit., p. 3, nota.)<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sQcXwAo1KSQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>        <iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cVJqEFtxZq4\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>\n<div style=\"text-align: center;\"><strong>FONTE <\/strong>SITE OFICIAL MUSICA BRASILIS. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/musicabrasilis.org.br\/; Acesso em 25 de julho de 2020.<br \/>\n<strong>Informa\u00e7\u00f5es e Fotos por:<\/strong> M\u00fasica Brasilis<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/artigos-2\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/BOT\u00c3O-DE-VOLTAR-300x99.png\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"25\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-14788\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<h6><strong>Gostaria de juntar-se a Beautiful Brazil e ajudar a divulgar as belezas de nosso pais?<br \/>\nEntre em contato <a href=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/contato\/\">(CLICANDO AQUI!)<\/a><\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A VIAGEM MUSICAL DE SPIX E VON MARTIUS (1817 &#8211; 1821) 31\/07\/2011 &#8211; Guilherme de Camargo Talvez n\u00e3o seja f\u00e1cil, hoje, imaginar o fasc\u00ednio que o<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":21640,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1382,1383,1093,1094],"class_list":["post-21639","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-a-viagem-musical-de-spix-e-von-martius","tag-artigos-musica-brasilis","tag-instituto-musica-brasilis","tag-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21639","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21639"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21639\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21642,"href":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21639\/revisions\/21642"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21640"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21639"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21639"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21639"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}