{"id":11479,"date":"2020-04-03T12:55:02","date_gmt":"2020-04-03T15:55:02","guid":{"rendered":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/?p=11479"},"modified":"2020-07-12T21:24:25","modified_gmt":"2020-07-13T00:24:25","slug":"peixe-boi-um-docil-animal-ameacado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/peixe-boi-um-docil-animal-ameacado\/","title":{"rendered":"Peixe-boi: um d\u00f3cil animal amea\u00e7ado"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<h4><strong>PEIXE-BOI: UM D\u00d3CIL ANIMAL AMEA\u00c7ADO<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h6><strong>Autores:<\/strong> Mariana P. Haueisen, Raphaela A. Duarte Silveira, Thais R. Semprebom e Douglas F. Peir\u00f3<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os peixes-boi s\u00e3o mam\u00edferos placent\u00e1rios de grande porte, totalmente aqu\u00e1ticos, com adapta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas \u00e0 vida aqu\u00e1tica, como a internaliza\u00e7\u00e3o do pavimento auricular e dos \u00f3rg\u00e3os genitais, o que diminui o atrito com a \u00e1gua. Existem esp\u00e9cies de \u00e1gua doce e esp\u00e9cies marinhas. N\u00e3o possuem predadores naturais e s\u00e3o bioindicadores da presen\u00e7a de contaminantes ou pat\u00f3genos. S\u00e3o animais que <strong>vivem solit\u00e1rios ou em pequenos grupos<\/strong>, o que pode dificultar o encontro com um parceiro para se reproduzirem. Isso contribui para a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de indiv\u00edduos, aumentando o risco de extin\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, pode n\u00e3o favorecer uma alta variabilidade gen\u00e9tica, a qual \u00e9 importante para os seres vivos por possibilitar a adapta\u00e7\u00e3o dos mesmos ao meio.<\/p>\n<p>Peixes-boi vivem em \u00e1guas calmas e rasas, pois \u00e9 onde encontram com maior facilidade seus recursos alimentares. Os peixes-boi-marinhos suportam grandes varia\u00e7\u00f5es de salinidade, mas os filhotes nascem em estu\u00e1rios, portanto, os <strong>manguezais<\/strong><strong> s\u00e3o tamb\u00e9m importantes para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/strong> Todos as esp\u00e9cies de peixes-boi possuem cuidado parental, sendo a gesta\u00e7\u00e3o do filhote de um ano, dois anos de amamenta\u00e7\u00e3o e mais um ano de cuidados extras. Devido a esta aten\u00e7\u00e3o ao filhote, uma nova gesta\u00e7\u00e3o poder\u00e1 acontecer em cerca de 4 anos. Sendo assim, possuem de uma <strong>reprodu\u00e7\u00e3o muito lenta, com uma taxa reprodutiva muito baixa<\/strong>, o que contribui com a demora para a recupera\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>Os peixes-boi s\u00e3o animais herb\u00edvoros, sendo o capim-agulha, algas e folhas de mangue constantemente presentes na sua dieta. Ingerem alimentos equivalentes a 5-11% do seu peso por dia e permanecem por <strong>at\u00e9 oito horas se alimentando diariamente!<\/strong> Apresentam muitas vibrissas no focinho e na regi\u00e3o da mand\u00edbula. As vibrissas t\u00eam fun\u00e7\u00e3o sensitiva e mec\u00e2nica, auxiliando os l\u00e1bios pre\u00eanseis na manipula\u00e7\u00e3o do alimento. Os peixes-boi pertencem \u00e0 <strong>ordem Sirenia<\/strong>, que \u00e9 dividida em duas fam\u00edlias: <strong>Dugongidae e Trichechidae<\/strong>. O <em>Dugong dugon<\/em> (<strong>dugongo<\/strong>) \u00e9 o \u00fanico representante de Dugongidae vivente, pois o <em>Hidrodamalis gigas<\/em> (<strong>vaca-marinha-de-Steller<\/strong>) foi extinto em 1768. Os representantes da fam\u00edlia Trichechidae s\u00e3o: <em>Trichechus senegalensis<\/em> (<strong>peixe-boi africano<\/strong>), <em>T. inunguis<\/em> (<strong>peixe-boi amaz\u00f4nico<\/strong>) e <em>T. manatus<\/em> (<strong>peixe-boi marinho<\/strong>). <em>T. manatus<\/em> apresenta duas subesp\u00e9cies: <em>T. manatus latirostris<\/em> (peixe-boi-da-Fl\u00f3rida) e <em>T. manatus manatus<\/em> (peixe-boi-das-Antilhas).<\/p>\n<p>No Brasil, h\u00e1 ocorr\u00eancia de <em>Trichechus inunguis<\/em> e <em>T. manatus manatus<\/em>, sendo o nosso pa\u00eds <strong>o \u00fanico local do mundo onde h\u00e1 duas esp\u00e9cies de peixes-boi<\/strong>, apesar de n\u00e3o serem esp\u00e9cies exclusivas daqui. Uma pesquisa publicada em 2016 estimou que a abund\u00e2ncia do peixe-boi-das-Antilhas, <em>T. manatus manatus<\/em>, no Brasil \u00e9 em torno de 1104 indiv\u00edduos, podendo variar de 485 a 2221 indiv\u00edduos. Na foz do rio Amazonas, na regi\u00e3o da Ilha de Maraj\u00f3, h\u00e1 uma <strong>\u00e1rea de hibridiza\u00e7\u00e3o<\/strong> por haver ocorr\u00eancia do peixe-boi marinho no mesmo espa\u00e7o do peixe-boi amaz\u00f4nico. Isso \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o delicada na quest\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o permite que haja uma popula\u00e7\u00e3o mais \u201cpura\u201d: a hibridiza\u00e7\u00e3o impede que um indiv\u00edduo se reproduza com outro da mesma esp\u00e9cie, j\u00e1 que esse <strong>h\u00edbrido compete com a popula\u00e7\u00e3o original. Isso vai diminuindo cada vez a mais a variabilidade gen\u00e9tica e a qualidade populacional<\/strong>. Existem desafios para solucionar esse problema da hibridiza\u00e7\u00e3o: h\u00e1 pouco conhecimento sobre o tamanho da popula\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos e a extens\u00e3o da \u00e1rea de ocorr\u00eancia, al\u00e9m de haver necessidade de estudos a respeito do impacto desta popula\u00e7\u00e3o para as duas esp\u00e9cies de peixe-boi no Brasil e sobre a reprodu\u00e7\u00e3o destes animais.<\/p>\n<p>Segundo a Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN), o peixe-boi amaz\u00f4nico e o peixe-boi-das-Antilhas est\u00e3o no <strong>estado de conserva\u00e7\u00e3o \u201cvulner\u00e1vel\u201d<\/strong>! Isso \u00e9 preocupante, pois s\u00e3o esp\u00e9cies importantes para a manuten\u00e7\u00e3o do ecossistema aqu\u00e1tico, al\u00e9m de participarem da continuidade dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h4><strong>AMEA\u00c7AS ANTR\u00d3PICAS<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h6><strong>A maior parte das amea\u00e7as s\u00e3o decorrentes de atividades humanas!<\/strong> <strong>Ca\u00e7a predat\u00f3ria:<\/strong> a ca\u00e7a do peixe-boi reduziu em rela\u00e7\u00e3o ao passado, contudo contribuiu bastante para o decl\u00ednio do n\u00famero de indiv\u00edduos.<\/p>\n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> \u00e1reas de capim-agulha v\u00eam reduzindo devido \u00e0 extra\u00e7\u00e3o indiscriminada e insustent\u00e1vel do banco de algas e faner\u00f3gamas. Al\u00e9m disso, muitos cnid\u00e1rios vivem nesse meio, o que pode reduzir a palatabilidade do alimento dos peixes-boi, que podem at\u00e9 morrer por se alimentarem menos.<\/p>\n<p><strong>Polui\u00e7\u00e3o: <\/strong>o lixo nos oceanos interfere tamb\u00e9m na conserva\u00e7\u00e3o destas esp\u00e9cies. Uma pesquisa realizada no nordeste do Brasil em 2015 encontrou indiv\u00edduos com ingest\u00e3o de detritos pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p><strong>Colis\u00f5es:<\/strong> o aumento do tr\u00e1fego das embarca\u00e7\u00f5es motorizadas traz tamb\u00e9m um grande risco para a conserva\u00e7\u00e3o dos peixes-boi, pois afugenta estes animais, al\u00e9m de resultar em casos de colis\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Portos:<\/strong> implanta\u00e7\u00e3o de portos e uso de \u00e1rea costeira afugentam os peixes-boi para outras \u00e1reas, assim como diminuem sua \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Molestamento:<\/strong> a intera\u00e7\u00e3o negativa do ser humano curioso com o animal pode criar v\u00ednculos de depend\u00eancia com o homem, fazendo com que o animal n\u00e3o se comporte naturalmente no ambiente.<\/p>\n<p><strong>Outras amea\u00e7as antr\u00f3picas:<\/strong> perda e degrada\u00e7\u00e3o de habitats; captura incidental em redes de pesca; vazamento de petr\u00f3leo e g\u00e1s; contamina\u00e7\u00e3o por hidrocarbonetos, metais pesados, pesticidas, organoclorados; \u00e1reas urbanas; turismo; \u00e1reas de recrea\u00e7\u00e3o; com\u00e9rcio; aquacultura; rotas marinhas; mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h4><strong>O QUE FAZER?<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h6><strong>A\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o<\/strong> para revers\u00e3o do quadro de amea\u00e7a ao peixe-boi, como: prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de ocorr\u00eancia; prote\u00e7\u00e3o de recursos alimentares e do habitat; manejo de \u00e1rea; restaura\u00e7\u00e3o ambiental; <strong>educa\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong>; educa\u00e7\u00e3o formal; treinamentos de profissionais da \u00e1rea; consci\u00eancia e comunica\u00e7\u00e3o com a comunidade; regulamenta\u00e7\u00e3o do setor privado; empresas alternativas de subsist\u00eancia; financiamento para a conserva\u00e7\u00e3o; turismo de observa\u00e7\u00e3o\/avistagens (pode ser fonte de renda para a comunidade local ao inv\u00e9s da ca\u00e7a); entre outros.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio, tamb\u00e9m, <strong>investimento em mais pesquisas<\/strong> sobre: o tamanho da popula\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e migra\u00e7\u00e3o; biologia e ecologia; amea\u00e7as das popula\u00e7\u00f5es; plano de a\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies; plano de gerenciamento baseado na \u00e1rea de ocorr\u00eancia; amea\u00e7as da popula\u00e7\u00e3o humana e no habitat.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _1iXso _7G6-i tFDi5\">No Brasil j\u00e1 existem algumas a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o que v\u00eam ocorrendo, tanto para o peixe-boi amaz\u00f4nico, quanto para o peixe-boi marinho, como resgate, reabilita\u00e7\u00e3o, soltura, captura de nativos, monitoramento e pesquisas. Contudo, ainda est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o e crescimento para melhorar o estado de conserva\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h4><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h6>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">ALVES, Maria Danise et al. First abundance estimate of the Antillean manatee (<em>Trichechus manatus manatus<\/em>) in Brazil by aerial survey. <strong>Journal of the Marine Biological Association of the United Kingdom<\/strong>, v. 96, n. 4, p. 955-966, 2016.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">ATTADEMO, Fernanda L\u00f6ffler Niemeyer et al. Debris ingestion by the Antillean Manatee (<em>Trichechus manatus manatus<\/em>). <strong>Marine pollution bulletin<\/strong>, v. 101, n. 1, p. 284-287, 2015.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">ATTADEMO, Fernanda L\u00f6ffler Niemeyer. Os desafios da conserva\u00e7\u00e3o do peixe-boi marinho no Brasil. In: CONGRESSO ONLINE DE BIOLOGIA MARINHA, 2, 2018.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">COSTA, Alexandra Fernandes. Reintrodu\u00e7\u00e3o e monitoramento de peixe-boi marinho no Nordeste. In: CONGRESSO ONLINE DE BIOLOGIA MARINHA, 2, 2018.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">DEUTSCH, C.J., SELF-SULLIVAN, C. &amp; MIGNUCCI-GIANNONI, A. 2008. <strong><em>Trichechus manatus<\/em><\/strong>. <strong>The IUCN Red List of Threatened Species<\/strong> 2008: e.T22103A9356917. http:\/\/dx.doi.org\/10.2305\/IUCN.UK.2008.RLTS.T22103A9356917.en. Downloaded on 24 January 2019.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">GOMES BORGES, Jo\u00e3o Carlos et al. Embarca\u00e7\u00f5es motorizadas: uma amea\u00e7a aos peixes-boi marinhos (<em>Trichechus manatus<\/em>) no Brasil. <strong>Biota Neotropica<\/strong>, v. 7, n. 3, 2007.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">HICKMAN, Cleveland P. et. al. <strong>Princ\u00edpios Integrados de Zoologia<\/strong>. 16\u00aa ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">KARDONG, Kenneth V. <strong>Vertebrados: anatomia comparada, fun\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o<\/strong>. 7\u00aa ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">MARMONTEL, M., de SOUZA, D. &amp; KENDALL, S. 2016. <strong><em>Trichechus inunguis<\/em>. The IUCN Red List of Threatened Species<\/strong> 2016: e.T22102A43793736. http:\/\/dx.doi.org\/10.2305\/IUCN.UK.2016-2.RLTS.T22102A43793736.en. Downloaded on 24 January 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>\n<div style=\"text-align: center;\"><strong>FONTE <\/strong>SITE OFICIAL BI\u00d3ICOS. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/www.bioicos.com.br\/&gt; Acesso dia 30 de mar\u00e7o de 2020.<br \/>\n<strong>Informa\u00e7\u00f5es, Not\u00edcias e Fotos por:<\/strong> Instituto de Biologia Marinha Bi\u00f3icos<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/artigos\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/BOT\u00c3O-DE-VOLTAR-300x99.png\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"25\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-14788\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<h6><strong>Gostaria de juntar-se a Beautiful Brazil e ajudar a divulgar as belezas de nosso pais?<br \/>\nEntre em contato <a href=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/contato\/\">(CLICANDO AQUI!)<\/a><\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PEIXE-BOI: UM D\u00d3CIL ANIMAL AMEA\u00c7ADO Autores: Mariana P. 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