{"id":11467,"date":"2020-04-03T12:34:13","date_gmt":"2020-04-03T15:34:13","guid":{"rendered":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/?p=11467"},"modified":"2020-07-12T20:35:35","modified_gmt":"2020-07-12T23:35:35","slug":"acidentes-com-aguas-vivas-no-brasil-um-problema-em-ascensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/acidentes-com-aguas-vivas-no-brasil-um-problema-em-ascensao\/","title":{"rendered":"Acidentes com \u00e1guas-vivas no Brasil: Um problema em ascens\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<h4><strong>ACIDENTES COM \u00c1GUAS-VIVAS NO BRASIL: UM PROBLEMA EM ASCENS\u00c3O?<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h6><strong>Autores:<\/strong> Thomas Anton\u00e9tti Karloh, Renato Nagata, Raphaela A. Duarte Silveira, Thais R. Semprebom e Douglas F. Peir\u00f3<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h4><strong>OCORR\u00caNCIA DE \u00c1GUAS-VIVAS NA COSTA E SUAS PRINCIPAIS CONSEQU\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h6>\u00c1guas-vivas s\u00e3o familiares \u00e0s popula\u00e7\u00f5es litor\u00e2neas, que geralmente carregam uma vis\u00e3o negativa sobre esses animais, devido aos acidentes e preju\u00edzos \u00e0 pesca, que se intensificam quando esses organismos atingem grandes densidades no mar. S\u00e3o conhecidas cerca de 1500 esp\u00e9cies, das quais a grande maioria mede menos de 2 cent\u00edmetros, por\u00e9m algumas esp\u00e9cies podem medir mais de 2 metros de di\u00e2metro e ter tent\u00e1culos de at\u00e9 40 metros, que poderiam envolver um \u00f4nibus. Embora a presen\u00e7a desses animais seja, de certa forma, esperada e usual, ao longo dos \u00faltimos anos <strong>um aparente aumento no n\u00famero de acidentes com banhistas tem chamado a aten\u00e7\u00e3o de autoridades e da sociedade<\/strong>. Somente no m\u00eas de janeiro de 2017, ocorreu um surto de acidentes em Santa Catarina, com mais de 6600 casos registrados. Durante o ver\u00e3o de 2018-2019, foram registrados cerca de 50 mil atendimentos a banhistas, feitos pelo corpo de bombeiros do litoral do Rio Grande do Sul. Informa\u00e7\u00f5es sobre a biologia geral desses animais ainda s\u00e3o escassas e pouco difundidas, e s\u00e3o <strong>essenciais para se compreender o contexto desses surtos de acidentes<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h4><strong>PRINCIPAIS ESP\u00c9CIES OCORRENTES NA COSTA BRASILEIRA<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h6><strong><em>Olindias sambaquiensis<\/em><\/strong>: Esse hidrozo\u00e1rio \u00e9 conhecido por pescadores de algumas regi\u00f5es como &#8220;\u00e1gua-viva reloginho&#8221;. Pode atingir at\u00e9 10 cm de di\u00e2metro e <strong>\u00e9 o principal respons\u00e1vel por acidentes nas praias do extremo sul do pa\u00eds<\/strong>. Possui in\u00fameros tent\u00e1culos finos, de colora\u00e7\u00e3o amarelada, alaranjada ou p\u00farpura. Intoxica\u00e7\u00f5es provocadas por essa medusa geralmente causam <strong>les\u00f5es na pele de formato arredondado e com pequenas linhas na regi\u00e3o do contato<\/strong>. Na maioria dos casos n\u00e3o s\u00e3o observadas outras rea\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas como v\u00f4mitos, desmaios, convuls\u00f5es, ou problemas respirat\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong><em>Chrysaora lactea<\/em>:<\/strong> Cifozo\u00e1rio comum ao longo de toda a costa brasileira, <strong>provocou cerca de <\/strong><a class=\"_2qJYG blog-link-hashtag-color _3Sq3W\" href=\"http:\/\/www.lajar.cl\/pdf\/imar\/v42n5\/Articulo_42_5_23.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>20 mil acidentes na costa do Paran\u00e1, no ver\u00e3o de 2011-2012<\/strong><\/a>. A maioria consistiu em les\u00f5es de formatos variados (ov\u00f3ides, irregulares e alongados) que desapareceram ap\u00f3s algumas horas. Por\u00e9m, cerca de <strong>600 pacientes procuraram servi\u00e7os de emerg\u00eancia, apresentando rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas e efeitos sist\u00eamicos<\/strong>.<\/p>\n<p><em><strong>Lychnorhiza lucerna:<\/strong><\/em> Essa esp\u00e9cie de cifozo\u00e1rio \u00e9 uma das maiores e mais abundantes da costa brasileira, por\u00e9m \u00e9 <strong>inofensiva para humanos<\/strong>. Essa \u00e1gua-viva n\u00e3o possui tent\u00e1culos na sua margem e possui estruturas de formato c\u00f4nico inseridas no centro de sua umbrela, chamadas de bra\u00e7os orais. <strong>Quando ocorre em grandes densidades, atrapalha atividades pesqueiras ao entupir redes de pesca<\/strong>. Devido a sua abund\u00e2ncia e ao seu tamanho relativamente grande, <strong>destaca-se pela import\u00e2ncia ecol\u00f3gica<\/strong>, ao servir de alimento para parasitas, algumas esp\u00e9cies de peixes e outros vertebrados marinhos, assim como abrigar organismos menores que utilizam suas estruturas corporais como ref\u00fagio.<\/p>\n<p><em><strong>Tamoya haplonema<\/strong><\/em> e <em><strong>Chiropsalmus quadrumanus<\/strong><\/em>: S\u00e3o cubozo\u00e1rios encontrados ao longo de toda a costa brasileira que, <strong>junto com as caravelas, provocam os acidentes com efeitos mais graves<\/strong>. Essas esp\u00e9cies j\u00e1 causaram surtos de acidentes no litoral de S\u00e3o Paulo, por\u00e9m s\u00e3o organismos mais raros em nossas praias.<\/p>\n<p><strong><em>Physalia physalis<\/em>:<\/strong> A <strong>&#8220;caravela portuguesa&#8221; difere das \u00e1guas-vivas por ser uma col\u00f4nia, com diversos indiv\u00edduos interligados<\/strong>. Possuem uma colora\u00e7\u00e3o roxo-azulada na regi\u00e3o do flutuador, que \u00e9 semelhante a uma bexiga. <strong>Seus tent\u00e1culos podem alcan\u00e7ar at\u00e9 32 metros de comprimento e ter uma concentra\u00e7\u00e3o de at\u00e9 80 mil <\/strong><strong>nematocistos<\/strong><strong> por metro.<\/strong> Essa esp\u00e9cie ocorre no sul do Brasil, principalmente no ver\u00e3o, quando predominam os ventos de NE, que transportam o animal de regi\u00f5es de mar-aberto para a costa. Isso coincide com o aumento do n\u00famero de banhistas e pode aumentar o risco de acidentes, que <strong>podem causar s\u00e9rias les\u00f5es cut\u00e2neas e gerar complica\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas, como parada respirat\u00f3ria, desmaios e convuls\u00f5es, resultando em mortes ou aumentando o perigo de afogamentos<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h4><strong>A IMPORT\u00c2NCIA DE SE CONHECER<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h6>Entender como os fatores ambientais podem levar a poss\u00edveis aumentos das popula\u00e7\u00f5es de \u00e1guas-vivas \u00e9 fundamental para uma compreens\u00e3o da din\u00e2mica das regi\u00f5es costeiras e os poss\u00edveis per\u00edodos cr\u00edticos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a de cada esp\u00e9cie. Fatores como maior temperatura da \u00e1gua e disponibilidade de alimento podem aumentar a atividade reprodutiva. Quando esses fatores coincidem com o aumento de banhistas nas praias, pode haver mais acidentes, como ao longo dos \u00faltimos anos. Esse tema tem movimentando pesquisadores ao redor do mundo, devido a crescentes evid\u00eancias de que popula\u00e7\u00f5es de \u00e1guas-vivas podem se proliferar com a degrada\u00e7\u00e3o dos oceanos, por fatores como a polui\u00e7\u00e3o, a pesca predat\u00f3ria e a intensifica\u00e7\u00e3o do efeito estufa. Por\u00e9m, <strong>ainda n\u00e3o existe um consenso entre a comunidade cient\u00edfica sobre se as popula\u00e7\u00f5es de \u00e1guas-vivas est\u00e3o aumentando globalmente<\/strong>.<\/p>\n<p>No Brasil, uma vez que os programas de monitoramento de \u00e1guas-vivas s\u00e3o <strong>escassos e ainda recentes, torna-se dif\u00edcil concluir se essas popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o aumentando, assim como os respectivos acidentes<\/strong>. Pesquisadores t\u00eam investigado detalhes da biologia reprodutiva dessas esp\u00e9cies e de sua din\u00e2mica populacional, para compreender quais fatores influenciam essas prolifera\u00e7\u00f5es e, com isso, tra\u00e7ar proje\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias para se minimizar os preju\u00edzos gerados por esses organismos.<\/p>\n\n\t\t\t<style type='text\/css'>\n\t\t\t\t#sc_gallery-1 {\n\t\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t\t}\n\t\t\t\t#sc_gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\t\twidth: 33.33%;\n\t\t\t\t}\n\t\t\t\t#sc_gallery-1 img {\n\t\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t\t}\n\t\t\t\t#sc_gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t\t}\n\t\t\t\t\/* see sc_gallery() in functions\/theme-shortcodes.php *\/\n\t\t\t<\/style>\n\t\t<div id='sc_gallery-1' class='gallery galleryid-11467 gallery-columns-3 gallery-size-medium file'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/1-98.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"297\" src=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/1-98-300x297.png\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/1-98-300x297.png 300w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/1-98-150x150.png 150w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/1-98-147x146.png 147w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/1-98-50x50.png 50w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/1-98-76x75.png 76w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/1-98-85x85.png 85w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/1-98-80x80.png 80w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/1-98.png 397w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\tChrysaora lactea, uma das principais esp\u00e9cies causadoras de acidentes na costa brasileira. Fonte: Marcelo Visentini Kitahara\/Banco de imagens Cifonauta (CC BY-NC-SA 3.0).\n\t\t\t\t\t<\/dd><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/2-83.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"218\" src=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/2-83-300x218.png\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/2-83-300x218.png 300w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/2-83-201x146.png 201w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/2-83-50x36.png 50w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/2-83-103x75.png 103w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/2-83.png 723w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\tExemplares de Olindias sambaquiensis (A, B) e uma les\u00e3o t\u00edpica do contato com a esp\u00e9cie (C). Fontes: Melisa Hecht\/Vida animal em Claromeco (A); Marcelo Visentini Kitahara\/Banco de imagens Cifonauta\/USP (B)(CC BY-NC-SA 3.0); 9\u00ba Batalh\u00e3o do Corpo de Bombeiros de Tramanda\u00ed (C).\n\t\t\t\t\t<\/dd><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/3-80.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"218\" src=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/3-80-300x218.png\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/3-80-300x218.png 300w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/3-80-201x146.png 201w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/3-80-50x36.png 50w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/3-80-103x75.png 103w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/3-80.png 723w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\tExemplares de Chrysaora lactea. Mesmo encalhada, \u00e9 poss\u00edvel ser identificada. Fontes: Otto M. P. Oliveira\/ Banco de imagens Cifonauta\/USP (A)(CC BY-NC-SA 3.0); Daniel Castellano\/Gazeta do Povo (B).\n\t\t\t\t\t<\/dd><\/dl><br style=\"clear: both\" \/><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/4-73.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"218\" src=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/4-73-300x218.png\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/4-73-300x218.png 300w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/4-73-201x146.png 201w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/4-73-50x36.png 50w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/4-73-103x75.png 103w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/4-73.png 724w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\tExemplares de Lychnorhiza lucerna (B,C) e seus eventuais preju\u00edzos \u00e0 atividade pesqueira (A,D). Fonte: Renato Nagata\/Acervo Pessoal(A); Alvaro E. Migotto\/Banco de imagens Cifonauta\/USP (B)(CC BY-NC-SA 3.0); Alvaro E. Migotto\/Banco de imagens Cifonauta\/USP (C)(CC BY-NC-SA 3.0); Renato Nagata\/Acervo de Pessoal (D).\n\t\t\t\t\t<\/dd><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/5-60.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"218\" src=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/5-60-300x218.png\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/5-60-300x218.png 300w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/5-60-201x146.png 201w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/5-60-50x36.png 50w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/5-60-103x75.png 103w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/5-60.png 724w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\tExemplares de Tamoya haplonema e Chiropsalmus quadrumanus, em laborat\u00f3rio.Fontes: Alvaro E. Migotto\/Banco de imagens Cifonauta\/USP (A) (CC BY-NC-SA 3.0); Alvaro E. Migotto\/Banco de imagens Cifonauta\/USP (B) (CC BY-NC-SA 3.0); Alvaro E. Migotto\/Banco de imagens Cifonauta\/USP (C) (CC BY-NC-SA 3.0); Alvaro E. Migotto\/Banco de imagens Cifonauta\/USP (D) (CC BY-NC-SA 3.0).\n\t\t\t\t\t<\/dd><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/6-55.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"217\" src=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/6-55-300x217.png\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/6-55-300x217.png 300w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/6-55-202x146.png 202w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/6-55-50x36.png 50w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/6-55-104x75.png 104w, https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/6-55.png 725w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption'>\n\t\t\t\t\tExemplares de Physalia physalis, em laborat\u00f3rio (A e D) e encalhado na praia (B) e diferentes organismos que constituem a col\u00f4nia (C). Fontes: Alvaro E. Migotto\/Banco de imagens Cifonauta\/USP (A) (CC BY-NC-SA 3.0); 9\u00ba Batalh\u00e3o do Corpo de Bombeiros de Tramanda\u00ed (B) (CC BY-NC-SA 3.0); Alvaro E. Migotto\/Banco de imagens Cifonauta\/USP (C) (CC BY-NC-SA 3.0); Alvaro E. Migotto\/Banco de imagens Cifonauta\/USP (D) (CC BY-NC-SA 3.0).\n\t\t\t\t\t<\/dd><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t\t<\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h4><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h6>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">Condon R.H. et al. 2012. Questioning the Rise of Gelatinous Zooplankton in the World\u2019s Oceans. <strong>BioScience<\/strong>, 62 (2): 160-169.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">Haddad et al, 2017. Les\u00f5es por \u00e1guas-vivas \u2013 Recomenda\u00e7\u00e3o Sobrasa. SOBRASA.Dispon\u00edvel em &lt; http:\/\/www.sobrasa.org\/lesoes-por-aguas-vivas-recomendacao-sobrasa\/&gt; Acesso em 21\/02\/2019.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">Hays G.C et al.2018. A Paradigm Shift in the Trophic Importance of Jellyfish?. <strong>Trends in Ecology and Evolution,<\/strong> 2433, 1-11.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">Marques et al.2014. Jellyfish (<em>Chrysaora lactea<\/em>, Cnidaria, Semaeostomeae) aggregations in southern Brazil and consequences of stings in humans. Latin American <strong>Journal of Aquatic Research<\/strong>, 42(5): 1194-1199.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">Morandini A.C 2015. \u00c1guas-vivas no Brasil: o que sabemos e para onde vamos?. <strong>5\u00b0 Congresso Brasileiro de Biologia Marinha-Programa\u00e7\u00e3o, resumo das palestras, apresentra\u00e7\u00f5es e paineis intitucionais, <\/strong>(1). 76-82.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">Nagata et al.2009. The nuisance of medusae (Cnidaria, Medusozoa) to shrimp trawls in central part of southern Brazilian Bight, from the perspective of artisanal fishermen. <strong>Panjamas Pan-american journal of aquatics sciences, <\/strong>4(3): 312-325.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">O GLOBO.COM. Perguntas e respostas sobre como tratar ferimento por \u00e1guas-vivas.O globo-03\/01\/2018 .D\u00edspon\u00edvel em &lt;https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/perguntas-respostas-sobre-como-tratar-ferimento-por-aguas-vivas-22250487&gt; Acesso em 17\/02\/2019.<\/p>\n<p class=\"XzvDs _208Ie tFDi5 blog-post-text-font blog-post-text-color _2QAo- _25MYV _6RI6N tFDi5\">Resgalla C.J. et al. 2011 . Report of an outbreak of stings caused by<em> Olindias sambaquiensis <\/em>MULLER, 1861 (CNIDARIA: HYDROZOA) in southern Brazil. <strong>Brazilian Journal of Oceanography<\/strong>, 59(4):391-396.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>\n<div style=\"text-align: center;\"><strong>FONTE <\/strong>SITE OFICIAL BI\u00d3ICOS. Dispon\u00edvel em &lt;https:\/\/www.bioicos.com.br\/&gt; Acesso dia 30 de mar\u00e7o de 2020.<br \/>\n<strong>Informa\u00e7\u00f5es, Not\u00edcias e Fotos por:<\/strong> Instituto de Biologia Marinha Bi\u00f3icos<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/artigos\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/BOT\u00c3O-DE-VOLTAR-300x99.png\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"25\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-14788\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<h6><strong>Gostaria de juntar-se a Beautiful Brazil e ajudar a divulgar as belezas de nosso pais?<br \/>\nEntre em contato <a href=\"https:\/\/beautifulbrazil.com.br\/portfolio\/contato\/\">(CLICANDO AQUI!)<\/a><\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ACIDENTES COM \u00c1GUAS-VIVAS NO BRASIL: UM PROBLEMA EM ASCENS\u00c3O? Autores: Thomas Anton\u00e9tti Karloh, Renato Nagata, Raphaela A. Duarte Silveira, Thais R. Semprebom e Douglas F. 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