

Criado em setembro de 1980, o Parque Nacional (Parna) do Jaú é assim denominado por situar-se na bacia do rio Jaú (do tupi ya’ú), nome que deriva de um dos maiores peixes brasileiros, o jaú (Zungaro sp). O cenário histórico da formação de toda a região apresenta importantes peculiaridades, pois o Parque Nacional do Jaú está assentado tanto sobre formações geológicas antigas de 100 a mais de 500 milhões de anos, bem como sobre formações geologicamente mais recentes, cerca de dois a seis milhões de anos. Além disso, o parque abriga também relíquias da história da ocupação humana na região. Foram identificados vários sítios arqueológicos e diversas inscrições em pedras (petróglífos).
O Parna do Jaú foi reconhecido como Sítio do Patrimônio Mundial Natural e Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e integra o Sítio de Ramsar Rio Negro. O parque também faz parte do Corredor Central da Amazônia e é uma das reservas mais representativas da flora e fauna das bacias de águas pretas na Amazônia Central. Sua biodiversidade é tão rica quanto desconhecida, abriga animais pouco conhecidos pela ciência e um dos fatores responsáveis pela ocorrência de tantas espécies no parque é o grande número de habitats.
Percorrer os cursos d’água em uma voadeira é a melhor forma de conhecer e apreciar as belezas da região. Ao longo dos rios Jaú, Carabinani e Unini, o visitante pode observar bandos de araras e papagaios sobrevoando a floresta de igapós. Na parte mais calma, orquídeas floridas refletem sua delicada forma nas águas escuras. Extensas praias de areia clara formam-se no rio Negro – entre novembro e janeiro -, nas proximidades da foz do rio Jaú.
O Parque Nacional do Jaú dispõe de atrativos durante todo o ano. Os períodos de seca (normalmente entre setembro e fevereiro) e cheia (entre março e agosto) na Amazônia proporcionam paisagens e experiências diferentes. O ideal é poder conhecer a Amazônia nos seus diferentes ciclos. Durante o período de seca é possível visitar as praias, corredeiras, pedrais, petróglifos, enquanto na cheia é possível adentrar a mata de igapó e fazer trilhas aquáticas.
Normalmente o fluxo de visitantes é baixo durante todo o ano, de modo que o número de encontros com outros grupos é pequeno.
Rota Aérea – Por meio de hidroavião monomotor, bimotor ou helicópteros fretados em Manaus. Um hidroavião monomotor leva cerca de 1 hora de viagem; um bimotor cerca de 45 minutos e um helicóptero em torno de 1 hora. Nesse caso, o visitante precisará providenciar voadeiras para realizar os passeios no parque.
Passando por Novo Airão, existem algumas alternativas:
Rota terrestre de Manaus para Novo Airão – Este trajeto pode ser feito em veículo particular, ônibus intermunicipal, táxi-lotação ou embarcação. Novo Airão fica a 187 km de Manaus, com acesso pelas rodovias AM – 070 e AM – 352. O acesso a Novo Airão realiza-se a partir da rodovia que liga Manaus a Manacapuru (AM – 070), após a travessia da Ponte do Rio Negro. Feita a travessia, dirija-se em direção a Manacapuru por cerca de 80 Km e antes de chegar à sede do município, siga por mais 98 Km até Novo Airão, através da AM – 352. As duas rodovias são pavimentadas, estando a primeira com cerca de 35 km duplicados e o restante do percurso em estado de conservação que não é bom.
Existem ônibus que fazem o percurso Manaus – Novo Airão diariamente. O ônibus sai do terminal rodoviário de Manaus e leva aproximadamente 4 horas de viagem.
Uma terceira opção é pegar um táxi-lotação para Novo Airão. Os táxis ficam estacionados no início da Ponte do Rio Negro, na cidade de Manaus. A viagem leva aproximadamente 2h30. Os telefones da cooperativa de taxi são: Em Manaus: (92) 99428-0595 e em Novo Airão: (92) 99168-0804.
Rota Fluvial – Existem embarcações de linha, recreio, que fazem o percurso de Manaus a Novo Airão. Os barcos do tipo recreio que saem de Manaus, do Porto São Raimundo, e levam em torno de 8 horas até Novo Airão. Eles transitam pela hidrovia do rio Negro, passando pelo Parque Nacional do Jaú.
De Novo Airão até o parque não existe transporte regular, mas é possível contratar empresas operadoras de turismo ou barcos das associações de transportes turísticos locais.
Macacarecuias: em estudos recentes descobriu-se que são as árvores mais antigas da Amazônia. O parque dispõe de várias áreas com belíssimas e antigas macacarecuias.
Macucus: árvores de grande porte que podem ser encontradas nas áreas de igapó do parque. O Senhor da Mata fica no rio Carabinani e estimula nossa imaginação, revelando seres mágicos. Durante o período de maio a agosto é provável que o Senhor da Mata esteja submerso.
trilha do Itaubal: a mais procurada, com 3,5 km de extensão em formato circular, oferecendo como experiência um contato íntimo com a natureza, com possibilidade de avistamento de diversas espécies da flora e da fauna nativa e banho na cachoeira do Itaubal.
Trilha do Pesquisador: com extensão de 5 km em formato linear, passa por ambientes como a mata alagada de igapó, capoeira, mata de terra firme, campinarana alta e baixa e campina, com grande potencial para observação de aves.
Trilha dos Igapós do Carabinani: possui aproximadamente 3 km de extensão em formato linear, e em sua grande parte margeia o rio Carabinani, facilitando o acesso às corredeiras localizadas em áreas inacessíveis a embarcações.
Trilha do Seringalzinho: localizada na comunidade de mesmo nome, possui 2,5 km de percurso linear, com grande variedade de flora e possibilidade de ver animais silvestres, terminando em um buritizal, ideal para observação de aves.
Trilhas da Sumaúma da Enseada e Sumaúmas da Base: são curtas, com aproximadamente 150 m e 1 km respectivamente, e oferecem a oportunidade de contato com árvores de grande porte.
Trilha da Biodiversidade: fica na foz do rio Jaú e possui 1 km. Um dos principais atrativos da trilha é um castanhal que os visitantes podem percorrer, entendendo como se dá a distribuição de um dos principais recursos extrativistas da Amazônia.
Trekking do Interflúvio: é uma trilha de longo curso, de aproximadamente 60 km, que demanda 3 pernoites na floresta, em acampamento selvagem, com uso de rede e lona. A captação de água se dá diretamente em nascentes, sendo recomendado o uso de purificadores. Também é necessário levar fogareiros portáteis, pois é proibido o uso de fogueiras nessa área. É uma atividade que demanda planejamento e envolvimento de condutores da comunidade local, que conhecem bem o trajeto, assim como combinar o resgate do ponto final da trilha.
Existem outras trilhas previstas no Plano de Uso Público do Parque, mas ainda não estão manejadas.
Trilhas Aquáticas/Excursões de canoas: No período de cheia, as trilhas aquáticas são uma excelente oportunidade para o visitante percorrer de barco entre as árvores das ilhas inundadas do Rio Negro ou das margens do Rio Jaú. Destaca-se o Lago Santo Antônio, o Furo do Sabino, Igarapé do Gavião, Furo da Enseada, Igarapé Preto, que fica no entorno, mas com acesso pelo parque, e o Circuito Aquático da Cachoeira do Jaú, onde é possível o avistamento de grupos de macacos bicós (uacari, cacajao malanocephalus) e outras espécies nativas.
OBSERVAÇÃO DE AVES (Birdwatching): A observação de aves é um segmento do turismo que tem bastante espaço no Parque Nacional do Jaú, podendo ser realizado nas trilhas terrestres, aquáticas, ilhas e praias. O inventário da avifauna do parque catalogou a presença de 445 espécies, sendo que esse número deve ser maior, pois os estudos se concentraram em algumas áreas da unidade. A heterogeneidade de hábitats encontrados no parque, que incluem matas de terra firme, matas de igapó, campinaranas, entre outros, explica em parte a alta diversidade de espécies de aves. Trilhas, como a do Pesquisador, tem um potencial grande para a atividade, com seus diferentes ambientes, indo de mata de igapó à campina.
Voluntariado, apoiando as atividades da gestão do Parque Nacional do Jaú.
As pessoas também podem ter oportunidade de conhecer o parque através do trabalho voluntário, principalmente atuando nas áreas de gestão socioambiental, monitoramento da biodiversidade, uso público, administração, dentre outras.
Roteiro Integrado do Baixo Rio Negro
No trajeto entre Novo Airão e o Parque Nacional do Jaú existem outros atrativos interessantes para serem visitados, localizados no Parque Nacional de Anavilhanas (circuito aquático, praias, trilhas em igapó e terra firme), Parque Estadual do Rio Negro Setor Norte (Cachoeira do São Domingos e as ruínas do Airão Velho, a 10 minutos da entrada do Parna Jaú), e Área de Proteção Ambiental da Margem Direita do Rio Negro (trilha e grutas do Madadá).
Recomendações:
– Mosquiteiros; Repelente; Protetor solar; Boné e óculos escuros; Para as trilhas, estar vestido com calça comprida, meia e tênis ou bota; Perneira contra animais peçonhentos nas trilhas; Blusas de manga compridas para proteger contra o sol e contra insetos quando estiver dentro da floresta; Capa de chuva ou roupas impermeáveis; Medicamentos próprios (anti-histamínico, por exemplo); e Baterias e cartões de memória extras.
Acesse o Guia de Conduta Consciente em Ambientes Naturais
Rua Antenor Carlos Frederico n° 69 – N. Sra. Auxiliadora – Novo Airão/AM – 69.730-000
Email: parnajau@icmbio.gov.br
Telefone: (92) 3365-1345 (horário comercial)
Facebook: https://www.facebook.com/parquenacionaldojau/
Instagram: @parquenacionaldojau
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