
O objetivo da UC é o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas (Lei. 9.985/2000). O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade- ICMBio é o órgão gestor da Unidade, e tem como missão proteger o patrimônio natural e promover o desenvolvimento socioambiental. A gestão da UC é realizada com base nas diretrizes do Plano de Manejo.
A Floresta Nacional do Tapajós possibilitou o acesso e promoção do uso sustentável dos recursos naturais pelos moradores da unidade, o Manejo Florestal Comunitário, realizado em uma área especialmente reservada para esse fim, é uma importante referência de uso sustentável da floresta. Além do Manejo Florestal destacam-se diversas iniciativas de uso sustentável com envolvimento comunitário, tais como: extração do látex, extração de óleos de andiroba e copaíba, produção do couro ecológico a partir do látex, biojóias, móveis artesanais, comercialização de frutas in natura (açaí), produção de polpas e licores, produção de farinha, produção de mel, criação de peixes e turismo de base comunitária.
Residem na UC 1.050 famílias e cerca de 4 mil moradores, distribuídas em localidades ao longo da rodovia BR-163 (lotes com assentados do Incra, proprietários e posseiros), em 23 comunidades e três aldeias indígenas da etnia Munduruku. As comunidades e Aldeias estão localizadas ao longo dos rios Tapajós e Cupari, são elas: São Domingos, Maguari, Jamaraquá, Acaratinga, Jaguarari, Pedreira, Bom Jesus, Piquiatuba, Marituba, Nazaré, Bragança, Novo Marai, Marai, Pini, Tauari, Chibé, Takuara, Prainha I, Prainha II, Itapaiúna, Paraíso, Jutuarana, Itapuama, São Francisco das Chagas, São Francisco do Godinho e Uruará.
A unidade apresenta mais de 160 quilômetros de praias e uma grande diversidade de paisagens: rios, lagos, alagados, terra firme, morros, planaltos, floresta, campos, açaizais, etc. As belas praias do Rio Tapajós, as trilhas entre a mata, as grandes árvores como a Sumaúma Vovó, a presença de população tradicional e indígena oferece aos visitantes a oportunidade de interagir com a natureza e com a cultura local. Além disso, a cobertura florestal fortemente preservada, o Rio Tapajós com suas águas verdes e mornas, e a enorme beleza cênica da região tornam a Floresta Nacional do Tapajós uma das unidades de conservação mais visitadas na região norte do Brasil. Em 2017 foram mais de 42 mil visitantes entre turistas, pesquisadores, estudantes e outros.
O turismo é uma atividade em destaque na UC, com grande diversidade de atividades, inclusive esportivas, entre elas a maratona de selva, a “JUNGLE MARATHON”, que reúne atletas de diversos países e do Brasil. A UC também é uma das unidades de conservação mais pesquisadas na Amazônia. Os resultados dos estudos e pesquisas são publicados na forma de artigos científicos, teses de mestrado e doutorado, trabalhos de conclusão de curso e outros.
Via aérea a cidade de Santarém conta com o Aeroporto Internacional de Santarém – Maestro Wilson Fonseca, com voos diários para Itaituba/PA, Altamira/PA, Manaus/AM, Belém/PA e Brasília/DF, com percursos que podem variar entre 30 a 180 minutos.
É possível chegar a Santarém via fluvial, com embarcações saindo principalmente de cidades como Manaus (30 horas de viagem), Macapá (36 horas de viagem), Itaituba (8 horas), Altamira (26 horas de viagem) e Belém (60 horas de viagem).
A partir da cidade de Santarém, que fica a 50 km da UC, você poderá acessar a unidade da seguinte forma:
Através da Rodovia BR-163 nas bases localizadas nos km 67, km 72, km 92 (comunidade de São Jorge), km 117 e 211 e base de São Domingos (a partir da estrada do Aramanai). É possível ir de transporte coletivo – ônibus (veja as opções abaixo) ou alugar um veículo.
Pelo rio Tapajós é possível a partir de Santarém e/ou Alter Chão. Deve-se alugar uma embarcação
A rota mais usada para ir até a UC: Acesse a rota que leva às Comunidades de São Domingos, Maguari e Jamaraquá e a Base de Terra-Rica na BR 163
Para grupos grandes (acima de 10 pessoas como caravanas, expedições científicas, aulas práticas etc.) faz-se necessário obter autorização de entrada na UC, através do email: flonatapajos.pa@icmbio.gov.br
O requerente deve informar no email: Nome completo e documentos (CPF/PASSAPORTE) das pessoas do grupo; Placa do veículo e o nome do responsável pelo grupo (de preferência alguém do próprio grupo).
As expedições científicas e aulas práticas, no âmbito do ensino superior, deverão ser cadastradas e autorizadas, previamente, através do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade – SISBIO. Para efetuar seu cadastro e conhecer mais o sistema, acesse: http://www.icmbio.gov.br/sisbio/.
Solicitamos a todo visitante (turista, estudante, pesquisador e outros) que registre sua entrada nos formulários de controle de visitantes, disponíveis nas bases da UC.
O visitante deverá tomar ciência do termo de conhecimento de riscos, o qual está disponível também na versão impressa para leitura obrigatória nas bases do ICMBio. Ao assinar o formulário de monitoramento da visitação o visitante declara ter ciência do termo de conhecimento de risco. Em caso de urgência entre em contato com a nossa equipe nas bases ou ligue para (93) 35220564.
Ao entrar na unidade dirija-se às bases e identifique-se, leia o Termo de Conhecimento de Risco e em seguida assine o formulário de monitoramento da visitação nas bases de entrada na UC;
– A visitação no igarapé do Jamaraquá (área da ponte) encontra-se suspensa por tempo indeterminado, devido a embargo administrativo, degradação da área no entorno do igarapé e para garantir a segurança do visitante;
– A captura, coleta, pesca e transporte de material biológico (animais, folhas, flores, sementes etc.) da unidade, somente é permitida com a prévia autorização do órgão gestor;
– Mantenha o ambiente limpo e não deixe seu lixo no igarapé e nas praias;
– Não faça fogueira nas margens do igarapé;
– Utilize apenas as trilhas autorizadas com guias comunitários. Procure o coordenador de turismo da comunidade;
– Não estacione e circule com veículos nas praias e próximo a igarapés (Lei Municipal-Belterra/PA nº 209, de 09 de dezembro de 2011);
– A velocidade permitida para os veículos nas vias de acesso e nas comunidades é 40 Km/h;
– Evite som em alto volume, pois pode perturbar a fauna e os moradores;
– Não escreva nomes, datas ou sinais nas pedras, árvores, imóveis, placas ou outros bens da FLONA.
Art. 225 da Constituição Federal de 1988: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
Pesquisadores devidamente autorizados pelo ICMBio e pelos demais parceiros responsáveis pelos alojamentos, poderão utilizar, dependendo da disponibilidade, as seguintes estruturas na FLONA do Tapajós:
– Alojamento km 83, BR-163: depende da autorização dos indígenas e Funai;
– Alojamento LBA/INPA km 84, BR-163: depende de autorização do INPA, indígenas e Funai.
FONTE ICMBIO (Brasília – Df). Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Parques Nacionais: Parques e Florestas Nacionais. 2020. Disponível em: <http://icmbio.gov.br/portal/visitacao1/visite-os-parques>. Acesso em: 25 fev. 2020.
Informações e Fotos por: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
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