1551 – A música sacra no Brasil colonial

1534 – José de Anchieta
17 de julho de 2020
1557 – Anônimo, cantos tupinambás coletados por Jean de Léry
17 de julho de 2020
Mostrar tudo

1551 – A música sacra no Brasil colonial

(Foto por: Musica Brasilis)

1551 / A MÚSICA SACRA NO BRASIL COLONIAL

A partir da instituição da primeira diocese no Brasil, em Salvador (BA), estabelecem-se as práticas musicais voltadas à liturgia, que prevalesce até fins do século XVIII. A produção musical no período é predominantemente vocal e religiosa, sendo raras as obras profanas ou as composições exclusivamente instrumentais.

 

1693

A descoberta do ouro nas Minas Gerais pelos bandeirantes acontece no início do século XVIII. A cidade de Vila Rica – atual Ouro Preto – torna-se o centro da atividade de exploração aurífera. Ao longo do século, a produção se intensifica e a riqueza impulsiona as atividades musicais, surgindo os primeiros compositores locais, bandas, corporações e conjuntos de música.

 

1730

A descoberta fortuita em 1984 de manuscritos musicais em Mogi das Cruzes (SP) traz à luz 11 obras luso-brasileiras copiadas ao redor de 1730 – data do tipo de papel utilizado -, um dos mais antigos conjuntos de obras musicais que se conhece. Destacam-se o Ex-Tratactu Sancti Augustini, do Frei Manoel Cardoso (1566 – 1650) e o vilancico de Natal Matais de Incêndio

1760

É fundada em Olinda a primeira Corporação de Santa Cecília, reunindo músicos profissionais. No Rio de Janeiro, 14 anos depois, será fundada a segunda corporação com cerca de 32 membros fundadores, entre eles o Padre José Maurício Nunes Garcia.

O surgimento de grande quantidade de músicos em diversas províncias (especialmente Minas Gerais), o desenvolvimento de formas musicais como missas, novenas, ladainhas, magnificats, motetos, antífonas marianas, te deums, hinos, ofertórios, solos, árias e tercetos, e uma crescente profissionalização dos músicos caracteriza o florescimento da música sacra no Brasil Colonial.

 

1778

Poucos são os registros da vida e obra de um dos mais eminentes compositores mineiros, Lobo de Mesquita. Atuante na região do Serro e em Diamantina na segunda metade do século XVIII, entre suas obras essencialmente sacras destaca-se a Missa para a quarta-feira de cinzas.

1783

1965

O Museu da Música de Mariana, originado do estabelecimento do Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana em 1965, é um dos mais importantes acervos latino-americanos de música religiosa manuscrita, com mais de 2 mil partituras de Emerico Lobo de Mesquita e João de Deus de Castro Lobo, entre outros.

 

1983

Criado sob a coordenação do Prof. Dr. Régis Duprat, o setor de Musicologia do Museu da Inconfidência origina-se com a doação do conjunto de manuscritos musicais reunidos por Francisco Curt Lange durante pesquisas realizadas pelo musicólogo nas décadas de 1940 e 50, em diversas cidades mineiras. A coleção engloba documentos datados do final do século XVIII até o início do XX.

 

 

FONTE SITE OFICIAL MUSICA BRASILIS. Disponível em <https://musicabrasilis.org.br/; Acesso em 17 de julho de 2020.
Informações e Fotos por: Música Brasilis

 

 

 

 

Gostaria de juntar-se a Beautiful Brazil e ajudar a divulgar as belezas de nosso pais?
Entre em contato (CLICANDO AQUI!)

 

Os comentários estão encerrados.